O cantor Leandro, da dupla sertaneja Leandro e Leonardo, começou ontem, por volta das 17 horas, a terceira fase do tratamento quimioterápico para reduzir o tumor localizado perto de seu pulmão direito. Ele continua em estado grave, sedado e respirando com o auxílio de aparelhos. A infecção generalizada, segundo os médicos, está sob controle. Leandro permanece internado na UTI do Hospital São Luiz, de São Paulo, desde que sofreu parada cardiorrespiratória na segunda-feira.
A decisão de reiniciar a quimioterapia foi tomada pelos oncologistas Claudio Petrilli e Maria Lydia de Andréa, que o assistem, depois de uma videocoferência com a equipe médica de Baltimore, nos Estados Unidos, que confirmou o tipo de câncer de Leandro. Pesou particularmente a opinião do médico norte-americano David Ettinger, que atendeu o cantor em sua estada nos EUA, no fim de abril.
Não há prazo definido para a duração dessa sessão quimioterápica, que irá depender da evolução do estado de Leandro. A primeira durou cinco dias, e a segunda, três. A decisão de prosseguir no tratamento é resultado do fato que ‘‘evoluiu bem’’ o quadro de infecção generalizada apresentado pelo cantor, conforme boletim médico divulgado ontem. Além disso, esperar mais poderia pôr em risco a vida do cantor, já que o tumor apresentou crescimento significativo.
‘‘Sabia que o Leandro iria melhorar’’, disse, ontem, animada, Edi Cury, assessora de imprensa de Leandro. Ao deixar o hospital, no fim da tarde, o cantor sertanejo Daniel também mostrou otimismo: ‘‘Estamos com fé.’’ Leonardo, irmão do cantor, esteve no hospital, mas não quis dar entrevista.
A retomada das sessões de quimioterapia pode fazer com que o cantor Leandro fique mais suscetível a novas infecções. O infectologista David Uip, no entanto, afirmou que muitas vezes o risco é necessário para combater um mal maior - o crescimento descontrolado de um tumor.
‘‘As células tumorais aumentam em progressão geométrica e, por essa razão, no combate ao tumor não se pode perder tempo’’, explicou o médico Osvaldo Giannotti. A decisão de alterar a forma de tratamento de Leandro, antecipando as sessões de quimioterapia, segundo Giannotti, não são incomuns, principalmente nas condições do tumor como o que o cantor apresenta.
‘‘O tumor de Askins foi descoberto há menos de 20 anos, é muito raro e dificilmente atinge adultos’’, afirmou. Para tentar combater o risco de novas infecções, é necessária uma série de cuidados. Para Giannotti, no entanto, o risco é necessário.Itamar Miranda/AEFãs do cantor Leandro fazem orações em frente do Hospital São Luiz, na zona sul de São PauloAgência Estado

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