São Paulo, 09 (AE) - O vice-presidente do PSDB, Luiz Carlos Mendonça de Barros, apóia a decisão do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de reduzir a alíquota dos compulsórios sobre depósitos a vista e a prazo, mas defende mais rapidez nas decisões. "O Fraga e eu temos o mesmo raciocínio", disse. "Mas ele poderia ser mais rápido e mais agressivo", argumentou. A proposta de Mendonça de Barros é que o compulsório sobre os depósitos a prazo, por exemplo, reduzido na semana passada de 20% para 10%, chegasse a zero.
Mendonça de Barros voltou a atacar, no entanto, o ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Meu problema com o Malan é que acredito na intervenção moderna do Estado e ele quer desqualificar essa nova visão de maneira desleal", afirmou. "Ele criou esse pseudodilema de que está certo e os demais, errados", declarou.
Para Mendonça de Barros, a renovação dos benefícios da lei de Informática é o mais novo exemplo das diferenças de enfoque entre eles. "A grande divergência é como o Estado articula ações para acelerar a base de exportações", afirmou. "Temos que mudar a nossa base industrial para além desse negócio de sapatos e têxteis", disse.
"Já montamos uma boa base de telecomunicações, e as empresas com planos de aumentar o valor agregado aqui dentro não querem ir para a Zona Franca de Manaus", declarou. Ele criticou que a proposta de renovação da Lei de Informática tenha ficado parada no Ministério da Fazenda. A lei expira em 30 de outubro.
Mendonça de Barros defende a manutenção das isenções fiscais até 2013 para evitar a fuga de investimentos. Ele disse que já tem conhecimento de dois projetos que foram transferidos para outros países. "Estamos perdendo a oportunidade de aumentar a base de exportações", declarou.

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