Curitiba A fazenda da multinacional norte-americana Monsanto, também em Ponta Grossa, invadida em meados de maio pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), suspendeu todas as atividades e aguarda que o governo cumpra a reintegração de posse. A estação de pesquisa da Monsanto tem 43 hectares, onde são realizados ensaios de campo com milho e soja convencionais e transgênicos, além de dispor de campos de treinamentos de agricultores e técnicos.
Segundo a Monsanto, o desenvolvimento de pesquisas e o treinamento oferecidos em Ponta Grossa visam disponibilizar tecnologias capazes de aumentar produtividade, reduzir custos e dar orientações sobre uma correta utilização de insumos e sementes, beneficiando o agricultor brasileiro e proporcionando maior rentabilidade ao agronegócio nacional.
A Monsanto pretende reaver a fazenda, mas o governador Roberto Requião (PMDB) já manifestou em público interesse em desapropriar a área para transformá-la em uma unidade de experimentos orgânicos. Para isso aguarda o retorno dos deputados do recesso, para mandar proposta para a Assembléia Legislativa. As informações do governo são desencontradas, no entanto. O presidente da Comissão de Mediação de Questões da Terra, Padre Roque Zimmermann, disse que não haveria interesse em desapropriar a área da Monsanto, por ser uma propriedade cara e particular.
O coordenador do MST em Ponta Grossa, Célio Rodrigues, disse que as 20 famílias que estão na fazenda da Monsanto não pretendem deixar o local. O MST reivindica que a área seja transformada em uma escola para pesquisas em agricultura orgânica, manejo de solo e outras técnicas agrícolas.

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