Londrina - A extensão da área destruída pelo fogo no Norte paranaense ainda não foi confirmada, mas estima-se que pelo menos dez propriedades rurais tenham sido atingidas em Mirasselva, Prado Ferreira e Florestópolis. Ao todo, mais de mil alqueires, incluindo 70 alqueires de mata nativa. Cooperativas confirmaram perdas de lavouras de trigo, cana-de-açúcar, além da morte de gado.
De acordo com Antonio Barreto, responsável pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) no Norte do Estado, um funcionário foi encaminhado na tarde de ontem para fazer o levantamento do prejuízo. Mas a assessoria de imprensa da Seab em Curitiba não confirmou a informação.
Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), duas equipes foram encaminhadas para fazer o levantamento da destruição em áreas de reserva e unidades de conservação. Mas, segundo José Henrique Ribeiro, responsável por uma propriedade que tinha grande área de mata nativa, nenhum representante do IAP o procurou para falar sobre o assunto. ''Só na minha propriedade foram destruidos mais de 50 alqueires de mata virgem, que nunca tinha sido tocada, com árvores imensas e animais silvestres.''
Conforme Luiz Eduardo Andrade Vilela, engenheiro agrônomo da Cooperativa Agropecuária dos Cafeicultores de Porecatu (Coofercatu), a comunidade se uniu para apagar o fogo, já que os bombeiros eram poucos. Ele criticou a ausência das autoridades estaduais no local. Apenas 28% das cidades paranaenses contam com equipes do Corpo de Bombeiros. Dessas, 55% são bombeiros comunitários.
Segundo o Simepar, há previsão de chuvas para o fim de semana nas cidades atingidas. ''Deve chover cerca de 30 milímetros na região do incêndio'', afirma o meteorologista Lizandro Jacobsen. Mas a tendência ainda é de seca no Estado. ''Em função do 'La NiÀa' teremos uma primavera mais seca que o normal.''

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