Lavín e Lagos discordam sobre reformas trabalhistas
Santiago, 25 (AE-AP) - O candidato socialista à presidência do Chile Ricardo Lagos criticou o empresariado por sua postura contrária às reformas trabalhistas já aprovadas pela Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o aspirante da oposição Joaquín Lavín acolheu os pedidos da direita econômica e exortou o governo a não agir apressadamente.
Entre outras mudanças, as reformas trabalhistas permitem criar alianças sindicais para negociar coletivamente as demandas dos trabalhadores e proíbe os empresários substituir seus funcionários durante greves legais.
O empresariado chileno qualificou as modificações de "emboscada legislativa", "fim da democracia dos acordos", anticonstitucionais" e afirmam que ela impedirão a contratação de trabalhadores e atrasarão a reativação econômica.
A poderosa Confederação da Produção e Comércio (CPC), que agrupa os grandes industriais, agricultores, comerciantes, empresários da mineração e da construção e banqueiros, pediu, sem êxito, para que o governo retire o pedido de urgência da tramitação da reforma trabalhista.
Hoje, o candidato socialista criticou os empresários e pediu respeito à lei. Lagos acrescentou que, caso seja eleito, chamará empresários e trabalhadores para que cheguem a um consenso, mas que, acima de tudo, "prevalecerá os interesses da pátria e não de pequenos grupos".
Por sua parte, Lavín, que conversou hoje com empresários e se pronunciou sobre o assunto pela primeira vez, disse que compartilha parcialmente das modificações, mas exortou o governo a retirar o pedido de urgência para que haja mais tempo para negociações.





