Lavar as mãos e adiar viagem previnem a doença
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quinta-feira, 03 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - É hora de adiar viagens para o sudeste asiático e a cidade canadense de Toronto. Esses são os lugares mais atingidos pela SARS. Outra dica de prevenção é evitar encontros com quem acabou de chegar desses locais. Mas, para se proteger contra a doença, um item simples não pode faltar: lavar as mãos várias vezes ao dia.
Apesar de os especialistas ainda não saberem como o vírus que provoca a doença é transmitido de uma pessoa para outra, as mãos são um importante meio de transporte de microrganismos para dentro do corpo. Isso ocorre quando o indivíduo com as mãos contaminadas coça os olhos, mexe no nariz ou na boca. A porta de entrada dos vírus para o organismo humano é a mucosa dessas partes do corpo.
''As mãos têm papel importante na transmissão de vírus respiratórios'', explica o infectologista Celso Granato, professor do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por isso, quem pensa que usar máscara é a solução para se proteger contra a doença está enganado.
Além de lavar sempre as mãos, os especialistas recomendam que as pessoas evitem viajar para os locais onde a transmissão da doença é maior. ''Quem puder, deve adiar a viagem'', diz o infectologista brasileiro, Kleper Almeida, professor assistente do Colégio de Medicina da Universidade de Drexel (Estados Unidos).
''Também é recomendável evitar encontros com quem acabou de chegar de lugares que têm a doença.'' Almeida aconselha esperar dez dias antes de encontrar a pessoa, mesmo que ela não tenha sintomas da pneumonia. O prazo está ligado com o tempo de incubação do vírus no organismo humano de dois a dez dias.
Sintomas - Febre alta, que ultrapassa os 38 graus, tosse, coriza, dores pelo corpo todo e falta de ar são os sintomas da pneumonia. O quadro é bem parecido com o de uma gripe forte, mas a falta de ar é o sinal de que algo grave está ocorrendo. ''Os sintomas persistem por dois ou até sete dias, dependendo da reação de cada indivíduo'', explica Almeida.
A infecção pelo vírus da pneumonia atípica tem evolução rápida. ''Em cinco dias, a pessoa pode estar numa unidade de terapia intensiva, com respiração artificial'', diz Almeida. Nem todas as pessoas infectadas pelo vírus desenvolvem a doença e morrem. Quatro de cada cem infectados morrem; 16 têm pneumonia e são curadas e 80 têm só um quadro de sintomas semelhante ao da gripe.
Máscaras - Usar máscara para se proteger contra a pneumonia atípica é uma alternativa teórica para locais onde há transmissão da doença, como a China. Ainda não é o caso do Brasil, onde há suspeita de um caso importado. ''Não adianta máscara cirúrgica'', alerta o infectologista Celso Granato, professor do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). ''Elas têm poros muito grandes, por onde o vírus passa.''
A máscara capaz de barrar o vírus é de um tipo especial, com poros bem menores. Uma máscara cirúrgica comum, descartável, custa de R$ 1 a R$ 4,69, esta com filtro de carvão ativado.


