Cu­ri­ti­ba - ­Seis me­ses de­pois da mor­te da es­tu­dan­te Ra­fae­li Ra­mos de Li­ma, 20 ­anos, ocor­ri­do no dia 13 de ju­lho do ano pas­sa­do, em uma equi­vo­ca­da abor­da­gem po­li­cial, a de­le­ga­da Va­lé­ria Pa­do­va­ni, ti­tu­lar de Pal­mei­ra, con­se­guiu en­tre­gar ao Mi­nis­té­rio Pú­bli­co (MP) Es­ta­dual os lau­dos de con­fron­to ba­lís­ti­co e re­cons­ti­tui­ção. O in­qué­ri­to, en­cer­ra­do no dia 15 de agos­to do ano pas­sa­do, ha­via si­do en­tre­gue ao MP, mas o ór­gão in­for­mou não po­der se ma­ni­fes­tar, na épo­ca, em ra­zão da au­sên­cia dos lau­dos.
  Du­ran­te uma abor­da­gem, em Por­to Ama­zo­nas, um dos sol­da­dos do 1º Ba­ta­lhão da Po­lí­cia Mi­li­tar (PM), ­Luis Gus­ta­vo Land­man, ati­rou con­tra o car­ro on­de es­ta­va Ra­fae­li e seu ami­go, o jo­vem Dio­go Shuh­li, 20. Os ti­ros aca­ba­ram acer­tan­do a ca­be­ça da jo­vem e fe­rin­do o ra­paz. Os po­li­ciais te­riam con­fun­di­do o car­ro em que os jo­vens es­ta­vam com ou­tro veí­cu­lo que te­ria fu­ra­do uma bar­rei­ra da po­lí­cia.
  Land­man foi in­di­cia­do por ho­mi­cí­dio do­lo­so. Já Dio­ne­ti dos San­tos Ro­dri­gues, sol­da­do que tam­bém es­ta­va na abor­da­gem que re­sul­tou na mor­te de Ra­fae­li, não foi in­di­cia­do. O pro­mo­tor An­to­nio Car­los Ner­vi­no, que acom­pa­nha o ca­so e aguar­da­va o lau­do pa­ra dar seu pa­re­cer so­bre o ca­so, es­tá de fé­rias.

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