O resultado das análises dos três lotes de dipirona sódica injetável que foram interditados em todo o Estado no final de setembro não deverá ser conhecido até o final deste mês. A suspeita foi levantada porque quatro pacientes da região Norte do Estado sofreram paradas cardiorrespiratórias após receberem a medicação.
As amostras do medicamento foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen).
Ontem, no entanto, a gerente de epidemiologia e informações à saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Simone Garani Narciso, apontou que alguns testes precisariam ser feitos no Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQ), no Rio de Janeiro. O órgão é ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a gerente, não há prazo para divulgação dos resultados.
Por outro lado, a Secretaria de Saúde informou que a comissão criada para investigar os óbitos que poderiam ter ligação com a dipirona sódica injetável concluiu os trabalhos. Extra-oficialmente, a Folha apurou a análise dos prontuários não revelou indícios de que as mortes tenham sido provocadas pelo medicamento.
Simone Narciso argumentou que o parecer da comissão só será divulgado quando a análise dos lotes interditados for encerrada.

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