Laudo sobre acidente ecológico no Rio sai esta semana
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Roberta Jansen 
Rio, 23 (AE) - O laudo sobre as causas do rompimento do duto da Refinaria Duque de Caxias - que provocou o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível na Baía de Guanabara no dia 18 de janeiro - deverá estar pronto até o fim da semana. O trecho onde aconteceu o acidente está sendo avaliado pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) há dez dias. Os especialistas vão determinar, entre outras coisas, se houve falha de fabricação, corrosão ou dilatação térmica no duto.
"Ao que parece, o duto sofreu um impacto muito grande com o seu deslocamento", disse hoje o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul. "Mas ainda estamos aguardando o laudo da Coppe."
Convênio - Reichstul participou hoje da assinatura de um convênio com a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia para a realização de uma auditoria externa nas instalações da Reduc. A auditoria será feita em 180 dias, por especialistas de cinco universidades públicas e particulares do Rio. "O objetivo é fazer uma análise isenta, com técnicos e especialistas da comunidade científica do Estado", afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Wanderley de Souza. Orçada em R$ 800 mil, ela será custeada pela Petrobrás.
Investigação - A Secretaria de Meio Ambiente vai intimar a Petrobras a informar para quem distribui óleo combustível de origem árabe. Na última sexta-feira foi encontrada uma mancha desse óleo na Baía de Guanabara. "Não sabemos ainda quem foi o responsável pelo derramamento", disse hoje o presidente da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), Axel Grael. Os navios da Marinha costumam usar esse tipo de combustível. "Mas precisamos saber se o óleo é distribuido apenas para a Marinha."


