Colombo - Após o desaparecimento de Tayná Adriane da Silva, no dia 25 de junho de 2013, a polícia apontou os quatro homens presos inicialmente como possíveis autores do crime e os prendeu, mesmo o corpo da vítima não tendo sido encontrado. Os populares revoltados atearam fogo em parte do parque de diversões, local que os suspeitos trabalhavam temporariamente e onde a vítima teria sido vista pela última vez.
Conforme as informações divulgadas pela polícia na época, os rapazes teriam confessado que estupraram e mataram a jovem asfixiada. Entretanto, após o corpo ter sido encontrado, o laudo pericial revogou as hipóteses da polícia. Não havia marcas no corpo que poderiam indicar a violência sexual e o DNA proveniente de esperma encontrado nas vestes da vítima não era compatível com os rapazes. Logo em seguida, as denúncias de tortura chamaram a atenção e os suspeitos, após terem a liberdade provisória concedida pela Justiça de Colombo, foram incluídos no programa de proteção a testemunhas.
Quinze pessoas suspeitas de praticar tortura foram presas preventivamente, incluindo policiais civis, um policial militar, dois guardas municipais, um chefe de carceragem e um preso de confiança. Os pedidos foram feitos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. No momento todos os suspeitos de praticar tortura já estão soltos, e acompanham as audiências de instrução do caso que estão sendo realizadas no Fórum de Colombo. Os policiais seguem afastados de suas funções.

SEGURANÇA
A investigação sobre o assassinato da adolescente Tayná foi reiniciada no dia 15 de julho do ano passado, após determinação da Sesp. O primeiro inquérito, que apontava o envolvimento dos quatro rapazes não foi acatado pelo MPPR. Os promotores consideraram que não tinham provas suficientes para oferecer denúncia contra eles. No mesmo mês ocorreu a substituição do comando da Polícia Civil. Marcus Vinícius Michelloto foi substituído por Riad Braga Farhat. O caso agora está sob responsabilidade do delegado Cristiano Quintas dos Santos.(R.C.J.)

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