Laudo isenta Cattalini de explosão em Paranaguá
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sábado, 23 de dezembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O relatório da perícia judicial oficial sobre a explosão do navio VicuÀa, que aconteceu em 15 de novembro de 2004, descartou qualquer possibilidade de o acidente ter se originado no píer da Cattalini Terminais Marítimos, retirando da empresa a responsabilidade da explosão. O laudo de 250 páginas e mais de 500 anexos, entregue ao Tribunal Marítimo dois anos e 13 dias após o acidente, é conclusivo e relata segundo a segundo o momento exato da explosão.
O diretor superintendente da Cattalini, Claudio Daudt, disse que sabia que a empresa não podia ser responsabilizada pelo acidente, porque mantém índices de segurança, reconhecidos internacionalmente.
Análises feitas a partir das imagens capturadas pelas câmeras de segurança da empresa Fospar, instalada a 500 metros do local da explosão, identificam um dos tanques do VicuÀa - mais precisamente o CS7 - como o ponto exato da ignição que desencadeou o processo. O laudo mostra que as condições técnicas do navio e das bombas apresentavam ''não conformidades'' e observa ''graves irregularidades'' na sua manutenção.
Segundo o advogado da Cattalini, Flávio Infante Vieira, motivos técnicos retiram da Cattalini a responsabilidade do acidente e apontam que a explosão partiu do interior do tanque do navio, que tinha problemas de manutenção e irregularidades técnicas.
A atual fase do processo é a de antecipação de provas, onde são recolhidos documentos como o inquérito aberto pela Capitania dos Portos, o laudo do perito judicial, além das declarações das cerca de 50 testemunhas ouvidas. A partir de agora, inicia o processo no Tribunal Marítimo. A fase mais demorada é a de Antecipação de Produção de Provas e já está concluída.
Ação - A empresa Somar, contratada para fazer a dragagem no canal de acesso ao Porto de Paranaguá, entrou com uma ação em meados de novembro na 1 Vara Cível de Paranaguá para cobrar os valores referentes aos 51 dias que a draga ficou parada e mais os dois dias em que operou. O custo por hora parada é de R$ 7 mil. A draga não pode operar porque a Capitania dos Portos não autorizou o serviço. O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, quer que a Marinha pague a indenização à Somar. A draga que estava em Paranaguá já terminou a dragagem do porto de Aratu na Bahia e agora vai começar o trabalho no porto de Salvador.
Carros - Ontem, o porto recebeu o navio panamenho ''Kohjin'', que movimentou mais de três mil veículos, entre importação e exportação. Com esta operação, o Porto de Paranaguá registra na sua história a maior movimentação de carros em um único navio. Para encerrar a semana, chega a Paranaguá o ''Grand Francia'', bandeira italiana, que irá movimentar 1.750 carros, além de contêineres e produtos florestais. A carga seguirá para Antuérpia e para Dakar.


