Santos - Um laudo produzido pelo IML (Instituto Médico Legal) levou a Polícia de Praia Grande (litoral paulista) a concluir que o taxista Claudionor Almeida de Souza, 54 anos, estava na cidade no momento em que a mulher dele, a jornalista Sueli Jacinto, 42, foi morta, em 16 de dezembro.
O laudo informa que a jornalista morreu por traumatismo craniano provocado pelas pancadas que recebeu na cabeça. De acordo com a análise do IML, a morte ocorreu de quatro a sete horas após a última refeição.
Segundo a polícia, esse intervalo coincide com o horário em que Souza ainda se encontrava na cidade, antes de viajar para São Paulo a fim de buscar os documentos do carro, conforme argumentou no início das investigações.
O delegado titular de Praia Grande, Rubens Barazal, disse que o laudo ''reforçou'' a convicção da polícia, baseada nas investigações, de que o taxista foi o autor do assassinato da mulher durante a lua-de-mel do casal.
Souza, que se declara inocente, cumpre prisão temporária de 30 dias no CDP (Centro de Detenção Provisória) de São Vicente. O delegado deverá solicitar à Justiça a prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária, a fim de concluir o inquérito policial em andamento.
O advogado do taxista, Eduardo Leite, rechaçou a conclusão policial. Segundo ele, não foi esclarecido o horário em que a jornalista se alimentou pela última vez antes de morrer. ''Essa informação (sobre o horário presumível da morte) é duvidosa. Quem não conhece medicina legal, aceita, mas, para mim, não significa nada'', declarou Leite.
Embora tenha se negado a responder as perguntas do interrogatório policial ao qual foi submetido na última terça-feira, o taxista manifestou desejo de apresentar sua versão à imprensa, mas o delegado Barazal o proibiu de conceder entrevista.

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