Laudo do CTA sobre acidente sai em 40 dias
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sexta-feira, 11 de julho de 1997
Agência Estado São José dos Campos 
Cerca de 16 pedaços da fuselagem do jato Fokker-100, da TAM, retirados do local da explosão e encontrados em solo começaram a ser analisados ontem no Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Os fragmentos foram encaminhados pela Polícia Federal na noite de anteontem para o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que participa da comissão de investigação do acidente.
Poltronas e pedaços da fuselagem do Fokker-100 ficaram espalhados num raio de quatro quilômetros na zona rural de Suzano. Foram necessárias duas caminhonetes para transportar todo o material. O laudo deve sair nos próximos 40 dias.
As partes do avião se encontram no laboratório de materiais do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão do CTA, que auxilia nas investigações de acidentes aéreos.
Serão analisadas as possibilidades de fadiga de material e falha estrutural da aeronave.
Segundo a direção do IFI, o documento final não servirá para definir se foi uma bomba que causou a explosão.
Caso o acidente tenha sido provocado por um agente externo ao avião, a Aeronáutica irá se afastar do caso.
O IFI é o órgão responsável pela homologação de aeronaves no Brasil e analisa praticamente todos os acidentes aéreos ocorridos no País. Os testes nas partes da fuselagem do Fokker-100 serão feitos de acordo com os pedidos da comissão de investigação. O CTA informou que sua atuação se restringe às ocorrências aeronáuticas. Os atentados são da esfera da Polícia Federal.
Agentes federais estão acompanhando todo o processo e estiveram no aeroporto de São José dos Campos para investigar a existência de pistas. O funcionamento do balcão da TAM local é normal, assim como o fluxo de passageiros no terminal de embarque.


