Laudo do Adolfo Lutz confirma morte por hantavirose em Jardinópolis
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Por Brás Henrique, especial para a AE 
Jardinópolis, SP, 11 (AE) - Laudo do Instituto Adolfo Lutz confirma que o fazendeiro Danilo Marincek, de 26 anos, de Jardinópolis (SP) morreu vítima de hantavirose - doença provocada por fezes, urina e saliva de roedores, geralmente ratos. O resultado divulgado na noite de sexta-feira (07) levou a Secretaria da Saúde de Jardinópolis a interditar a área do estábulo da Fazenda São José no dia seguinte. Uma equipe do Centro de Zoonoses do Adolfo Lutz deve iniciar a captura de roedores e a investigação a partir de amanhã (12).
Marincek morreu no dia 4, no Hospital Neto Campelo, em Sertãozinho, após atendimento no pronto-socorro de sua cidade. É o primeiro caso de morte por hantavirose este ano no Estado. Em 1998, duas pessoas morreram por causa da doença em Guariba, também na região de Ribeirão Preto. Antes de morrer, Marincek apresentava febre, falta de ar e edema pulmonar (alguns dos sintomas da doença).
Reunião - Uma equipe do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado e funcionários da Direção Regional de Saúde (DIR) reuniram-se, hoje, com o secretário da Saúde da cidade, Mário Sérgio Saud Reis para ouvir funcionários da fazenda sobre os procedimentos adotadas pela vítima. A sorologia (exame de sangue) de dois funcionários da fazenda serão colhidos para análise. Outra sorologia, das mesmas pessoas, será recolhida dentro de cinco ou seis semanas. "Apesar da morte do Marincek, não existe outro caso suspeito da doença", diz Reis.
Os órgãos do fazendeiro foram coletados para análise, pelo Serviço de Verificação de àbito (SVO), de Ribeirão Preto, logo após sua morte. Um dos pulmões estava pesado (tamanho maior que o normal), as pálpebras estavam inchadas e havia isquemia nos dedos. O fazendeiro, acreditando estar fortemente gripado, conversava ao ser atendido no pronto-socorro de Jardinópolis. "Ele tinha dores de cabeça e, depois, na segunda-feira (dia 3), começou a vomitar e a pedir muita água", disse Silvio Humberto Brigliadori, tio da vítima.
Segundo Brigliadori, a família está abalada. Ele disse ainda que um primo de Marincek e os dois funcionários da fazenda teriam feito exames de sangue, mas que os resultados ainda não estavam prontos. Marincek também trabalhava com plantio de cana em algumas cidades da região, o que deverá ser analisado pelos pesquisadores.


