Curitiba, 13 (AE) - O laudo emitido pelo hospital de Turvo, na região central do Paraná, não confirma que o menino Marcos Luís Mendes, de oito anos, filho do líder sem-terra do Assentamento Marrecas, Etuíno Luís Mendes, foi atingido por um tiro ontem (12). Segundo o laudo, o ferimento no braço da criança foi provocado por um objeto cortante, que poderia ser caco de vidro, faca ou canivete. A denúncia de atentado a tiro foi feita ontem (12) pelo Movimento dos Sem-Terra (MST).
Segundo o cabo Virgílio, da Polícia Militar, que estava na delegacia hoje, o delegado José Maier tinha ido a Guarapuava acompanhar Etuíno, conhecido como Lapacho, e seu filho, que faria exames no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com o policial, Lapacho não ficou satisfeito com o laudo do hospital. Em depoimento à polícia, o menino disse que voltava da escola com o colega Vagner do Prado, também de oito anos, quando foram disparados dois tiros de um Opala branco. Vagner não foi atingido.
Depois de comunicada sobre a ocorrência, a Polícia Militar fez bloqueios nas rodovias que cortam a região e o Opala não foi visto. O resultado do exame realizado no IML de Guarapuava deve ficar pronto em dois dias. A coordenação do MST em Curitiba aguarda o resultado desses exames para se pronunciar.

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