Salvador, 11 (AE) - O Instituto Médico Legal da Bahia confirmou a presença de grande quantidade de álcool metílico (metanol) nas amostras de cachaça artesanal distribuída no sudoeste do Estado, responsável pela morte de 35 pessoas. De acordo com o laudo de sete amostras de aguardente recolhidas em bares da região , divulgado hoje pela Secretaria da Saúde, a presença de metanol varia de 2,85 a 20,84 mililitros por 100 ml de álcool. A proporção aceitável é de 0,25 ml por 100 ml.
Também foi verificada a presença de metanol em cinco amostras de sangue de vítimas da cachaça contaminada. A secretaria reforçou o alerta para que a população não consuma aguardente na região até o recolhimento de toda a cachaça contaminada e o fechamento dos alambiques clandestinos. Para o trabalho de vigilância, o governo baiano vai contratar mais 1.600 agentes de saúde.
Sintomas - Até hoje 400 pessoas com sintomas de envenenamento, foram atendidas nos dez municípios onde ocorreram as mortes. O principal implicado no caso é o comerciante Carlos Andrade, o Araponga, dono de um alambique no município de Iguaí que teria distribuído a cachaça contaminada à maioria dos bares e mercadinhos da região. Ele teve prisão preventiva decretada e está foragido.

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