Porecatu Exames de conjunção carnal realizados em três adolescentes de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) confirmaram que pelo menos uma delas foi vítima de estupro ou atentado violento ao pudor. O delegado que dirige as investigações, Aparecido Antonio Gregório, admitiu a informação ontem. Segundo ele, um comerciante já indiciado no inquérito por corrupção de menores deverá responder também por crime de atentado violento ou estupro.
Nesse caso, a pena é de sete a 14 anos de prisão. Gregório pega hoje os três laudos do Instituto Médico Legal de Londrina (IML). A Folha não teve acesso direto a eles, mas uma fonte da Polícia de Londrina garantiu ser positivo o resultado em uma das meninas de 13 anos.
Conforme os exames do IML ratificados por Gregório, em uma das garotas foram encontradas diversas lesões vaginais compatíveis com a data da ocorrência, 2 de março passado. Pela análise dos peritos, a menina seria virgem até o dia conforme relato dela à reportagem, na quinta-feira passada, em Porecatu. As outras duas, também de 13 anos, não sofreram lesões mas não estão descartadas, pelo inquérito e pelos exames, que elas tenham sido vítimas de qualquer ato libidinoso que não deixe marcas. A prima da vítima que sofreu lesões disse na casa dela que um dos homens teria feito carícias em sua região genital, mas que ela teria escapado do ato sexual.
Gregório corrigiu ontem informações dele de que seriam quatro os indiciados: na verdade, seriam três o comerciante de materiais de construção que levou as garotas até lá e que teria estuprado ou violentado uma das meninas, um funcionário público e outro comerciante. Pelos depoimentos colhidos até agora das vítimas, elas teriam ainda sido embriagadas no churrasco ocorrido no rancho localizado na PR-170, Zona Rural de Porecatu. Outros quatro homens podem ser indiciados por omissão.
''Um dos comerciantes vai responder por mais esse crime, além da corrupção de menor. Há ainda os agravantes do Código Penal pelos fatos de ele ser casado e de a garota ser menor de 14 anos, o que presume violência'', destacou. O inquérito corre sob segredo de Justiça, diz o delegado, até o relatório final ficar pronto. Só então ele será encaminhado ao Ministério Público (MP).

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