São Paulo, 30 (AE) -Peritos do Instituto de Medicina Social e Criminológica do Estado (Imesc) concluíram que o professor Leonardo Teodoro de Castro, acusado de explodir uma bomba em um avião Fokker 10 da TAM, no dia 9 de julho de 1997, é mentalmente são. Segundo o laudo, Castro tem plena consciência de todos os seus atos, passados e presentes. Na explosão morreu uma pessoa.
O laudo foi entregue ao juiz da 3.ª Vara Federal que havia determinado a realização dos exames e mandado suspender o andamento do processo até a conclusão dos trabalhos dos peritos. Diante da conclusão de que Castro é penalmente responsável, o juiz deverá dar prosseguimento a ação penal que tramita em segredo de Justiça. Antes, porém, deverá ouvir a defesa e o Ministério Público, que poderão acatar ou impugnar o laudo.
O advogado de defesa de Castro, Tales Castello Branco, disse que vai estudar o laudo, mas que, a princípio não pretende contestar o laudo dos peritos do Imesc.
Castro foi submetido a testes neurológicos, psicológicos
de ressonância de crânio, eletroencefalografia, audiometria e apreciação otorrinolaringológica em novembro do ano passado. Preventiva - Castro apresentou-se aos peritos da Justiça, em 16 de julho, para uma entrevista preliminar. Ficou foragido a partir do dia 29 do mesmo mês, quando teve a prisão preventiva decretada pela juíza Olga Sperandio. A medida havia sido solicitada pelo Ministério Público para a "garantia da ordem pública".
Em 13 de outubro, o juiz Marco Aurélio Castriani revogou a preventiva. Alegou que Castro não representava perigo à sociedade porque era "um homem doente, que depende de amparo médico".

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