Laudo coloca controle sob suspeita
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sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Folhapress 
Brasília - O relatório preliminar sobre o maior acidente aéreo da história do Brasil, que matou 154 pessoas em 29 de setembro, reafirmou as dúvidas sobre o comportamento do Legacy que derrubou um Boeing da Gol, mas agravou as suspeitas sobre o controle do espaço aéreo. O texto não é conclusivo nem aponta culpados. O Legacy falou uma vez com Brasília às 15h51 e, apesar de sua identificação ter sumido da tela de radar às 16h02, ele só começou a ser contatado por rádio às 16h26, quase meia hora antes do choque. E, das 28 tentativas de contato, 7 delas feitas pelo controle e 21 pelo Legacy, apenas uma foi parcialmente bem-sucedida _mas não o suficiente para evitar a tragédia.
A questão, que só o interrogatório dos controladores de vôo em Brasília, Manaus e São José dos Campos (de onde o Legacy partiu) pode esclarecer, é por que o Cindacta-1 (controle em Brasília) passou tanto tempo sem se comunicar com um avião que não estava identificado no radar secundário.
Esse radar indica altitude, velocidade e identificação de um avião, dados transmitidos pelo transponder, uma espécie de antena. O transponder do Legacy estava inoperante, e isso também evitou que seu sistema anticolisão ''conversasse'' com o do Boeing.
Sobre os contatos fracassados, a suspeita a se deduzir do relatório, que não traz conclusões, recai sobre as frequências de rádio de má qualidade sobre a região amazônica.


