O Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) aguarda os laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML) para concluir os últimos quatro inquéritos instaurados contra o motoboy Francisco de Assis Pereira, acusado de ter assassinado nove mulheres nas matas do Parque do Estado, em São Paulo. Os crimes começaram, segundo o próprio Pereira, em novembro do ano passado. O motoboy, em seus depoimentos à polícia e um à Justiça, declarou que atraia as mulheres para as matas do parque sem problemas.
Para algumas prometeu que as contrataria para sessão de fotos para uma empresa de cosméticos. As fotos deveriam ser feitas na mata do parque. Outras foram convencidas a acompanhá-lo para um acampamento com cachoeira no meio do parque que não existe. Pereira levou a maioria em sua motocicleta.
Ontem o delegado Sergio Alves, responsável pelas investigações, informou que deverá mandar para a Justiça, em poucos dias, os inquéritos das mortes de Raquel Mota Rodrigues e de uma desconhecida. ‘‘Já estão prontos’’. Ele continua à espera dos laudos do IML para os inquéritos dos assassinatos de Isadora Fraenkel, Michele dos Santos Martins e de uma desconhecida que poderia ser uma babá.
Alves adiantou que os laudos deverão revelar a causa da morte. ‘‘Não quero correr o risco de ter o inquérito de volta a exemplo do caso de Raquel que pela falta do laudo o promotor devolveu’’, informou.
Estão no 1º Tribunal do Júri, de Vila Mariana, os inquéritos das mortes de Selma Ferreira de Queiroz, Patricia Goncalves Marinho, Rosa Alves Neta e Elizangela Francisco da Silva. Pereira já foi denunciado pelos assassinatos de Selma e Patricia.
Hoje, o promotor Bonfim vai oferecer mais duas denuncias contra o motoboy por ocultação de cadáver, estupro, simulação, asfixia e motivo torpe. O motoboy continua sendo entrevistado pelos três peritos designados pelo juiz José Ruy Borges Pereira para a elaboração do laudo de incidente de insanidade mental.Arquivo FolhaManíacoFrancisco de Assis Pereira é acusado de assassinar nove mulheres no Parque do Estado, em São PauloAgência Estado

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