Laudo aponta erro do piloto em acidente aéreo
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quinta-feira, 13 de março de 1997
Antônio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
Ney de Souza/Arquivo FolhaManobra erradaDestroços do avião Cheyenne que transportava empresários de CascavelSomente um ano depois do acidente com o avião Cheyenne do empresário José Carlos Tito Muffato, em Foz do Iguaçu, o Centro de Investigação e Prevenção a Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília, divulgou um pré-relatório sobre o caso. Segundo apuração, a culpa foi do piloto Carlos Alberto Dollo, que fez manobra errada na preparação do pouso.
No acidente, ocorrido em 13 de março do ano passado, morreraram os empresários Itagiba Fortunato e Sérgio Gaspareto, além do piloto Carlos Alberto Dollo e Tito Muffato, todos de Cascavel. Eles decolaram do aeroporto de Cascavel com destino a Foz do Iguaçu. Muffato iria convencer o cunhado Ermínio Bento a visitar uma fazenda da família no Mato Grosso do Sul e aproveitaria para fazer uma pescaria no Pantanal.
De acordo com o pré-relatório feito com base nas investigações feitas pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), em Porto Alegre, a aeronave não apresentou problemas durante a viagem. Na decolagem, o piloto informou a torre de controle do Aeroporto Internacional das Cataratas que estava pronto para fazer o pouso.
A aterrissagem estava marcada para às 14h55 e chovia muito. Dollo informou que tinha saído das nuvens e que já enxergava a pista de pouso. Ele foi orientado, então, a pousar na cabeceira de número 32 e teria que fazer uma manobra à esquerda. No entanto, acabou fazendo uma curva à direita e perdeu o controle.
A torre estranhou o procedimento do piloto, mas não houve tempo de fazer novas orientações. Está em emergência, foi a última frase dita por Dollo. Em seguida, o avião chocou-se no chão e explodiu.
Segundo o major Cássio, responsável pelo relatório final do Cenipa, muitas evidências se perderam pelo alto grau de destruição. A Aeronáutica não sabe responder por que ele teria feito a curva para a direita ao invés do sentido contrário. Os técnicos trabalham com a hipótese do piloto ter passado mal ou a aeronave ter apresentado problemas mecânicos. Tudo isso é relavante, diz o major.
O relatório final deve sair em 40 dias, mas não terá incumbência de encontrar culpados, segundo Cássio, mas averiguar o que contribuiu para o acidente e evitar outros. O Cenipa vai analisar várias hipóteses sobre o procedimento do piloto durante a preparação para a decolagem.
Porém, o órgão admite que as investigações podem ficar sem sem um laudo preciso já que aeronaves desse tipo não têm caixa preta, onde ficam gravadas as conversas internas e pedidos de orientação para torres de controle.


