Londrina - Familiares do servidor público Raphael Galdino de Godoy, morto há um ano durante assalto a residência, clamam por Justiça. O crime completa um ano e um dos assassinos ainda está à solta.
Uma missa foi celebrada ontem à noite na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Vila Sian (Zona Leste), em homenagem póstuma ao servidor. Raphael Godoy chegava em casa com a família quando foi surpreendido por cinco bandidos. Ele tentou defender sua avó e foi baleado no tórax. A bala perfurou o pulmão e o coração da vítima, provocando hemorragia interna. Godoy morreu no local e os bandidos fugiram com o veículo da família.
A Polícia conseguiu prender na noite do crime o jovem Bruno Henrique dos Santos de Jesus, na época com 19 anos, que confessou participação no latrocínio. O carro da vítima foi recuperado. Dias depois, três adolescentes também foram apreendidos. No entanto, o mentor do roubo continua foragido até agora.
Raphael era o primeiro dos três filhos do casal José Carlos de Godoy e Maria das Graças Galdino. O ex-vereador prefere não falar sobre o crime. Ela tem dificuldade para apagar da memória aquele momento difícil. ''Dá a impressão que estou num sonho ruim, mas que não passa. Depois você percebe que não é sonho, que esta é a realidade, e que não tem retorno'', disse, emocionada.
A família lamenta que o crime ainda está impune após tanto tempo. ''Num primeiro momento deu a impressão que tudo seria resolvido. Naquela mesma noite já tinha os nomes das pessoas, dava a impressão que seria um caso solúvel, mas o tempo foi passando e parece que caiu no esquecimento, não tivemos mais notícias'', criticou.
O juiz da 2 Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, condenou a 22 anos pelos crimes de latrocínio e corrupção de menores o réu Bruno Henrique dos Santos de Jesus. A sentença foi expedida nesta segunda-feira. ''A culpabilidade é evidente, o réu podia ter evitado pelo seu livre arbítrio o delito, merecendo, agora, a censura penal pela sua decisão de vontade; o motivo dos crimes foi o desejo de lucro fácil em detrimento do patrimônio alheio que é inerente ao tipo'', descreve o juiz.
''Vou aguardar intimação do réu, não tive acesso ainda da decisão, e pretendo conversar com ele para decidir essa questão do recurso'', comentou o advogado dativo Thiago Issao Nakagawa.
A Justiça expediu mandado de prisão contra o outro jovem acusado de atirar contra Godoy. ''Vieram algumas denúncias dando conta que ele estava escondido fora do Paraná. Averiguamos o caso, mas essas denúncias apresentaram-se falsas. Estamos em diligência desde o ocorrido'', afirmou o chefe do Setor de Furtos e Roubos da 10 Subdivisão Policial, Márcio Ilkiu.

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