Lars vai coordenar equipe olímpica
O iatista Torben Grael teve que refrear mais uma vez a ansiedade de se encontrar com o irmão Lars, que teve a perna direita decepada no último dia 6, durante uma competição em Vitória (ES). Torben, que estava no exterior desde o dia do acidente, chegou anteontem à noite ao Rio e ontem ainda teve que esperar por quatro horas e meia no aeroporto Santos Dumont para poder embarcar para São Paulo, onde está Lars. O aeroporto ficou fechado por causa do mau tempo.
Lars Grael recebeu alta ontem do Hospital Albert Einstein e seguiu para a casa de um amigo em São Paulo, onde iria se encontrar pela primeira vez com o irmão. O mais importante é que ele está vivo, sem nenhum dano neurológico ou qualquer outro problema secundário, afirmou Torben, no aeroporto. Falei com ele por telefone e acho que está reagindo muito bem. Torben estava competindo na Eslovênia quando aconteceu o acidente. De lá, seguiu para Nova York, de onde foi para a Itália. Somente ontem voltou de Roma.
Sobre o futuro do irmão no iatismo, Torben afirmou achar complicado para um atleta de ponta, que já participou das mais importantes competições do mundo, passar a velejar nas provas especiais para deficientes físicos. Mas também não dá para fugir do esporte.
Lars Grael confirmou ontem que será o coordenador técnico da equipe de iatismo que irá aos Jogos Olímpicos de Sydney, no ano 2000. Anteontem, Lars havia recebido o convite, feito pela Federação Brasileira de Vela e Motor, para assumir o cargo. Espero poder contribuir do outro lado, como técnico, passando meu conhecimento para os outros atletas, disse. Lars ganhou duas medalhas de bronze, nas Olimpíadas de Seul-88 e Atlanta-96.
O iatista, que mora em Niterói (RJ), deve ficar em São Paulo por mais cerca de 25 dias, para continuar os trabalhos de fisioterapia e troca de curativos no local amputado. Ele ficará hospedado na casa do iatista Roger Wright.
Lars afirmou ontem, em entrevista no hospital, que perdoar o empresário Abreu Lima é um assunto complicado. Ele espera que, com o caso, haja uma maior conscientização dos pilotos de lancha em relação à legislação marítima.
O comandante da Capitania dos Portos do Espírito Santo, capitão Nelson Lanza Pires de Oliveira, afirmou ontem que a lancha estava acima da velocidade máxima permitida no local do acidente, que é de 20 nós (37 km/h).Robson Fernandjes/AERecuperaçãoLars Grael posa com a família: e/d: a esposa de Torben Grael, Andrea Grael, a esposa de Lars, Renata Grael, Lars Grael e Torben GraelRoberta Jansen
Agência Estado





