Lanchonete ofertava delivery de drogas
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Uma operação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) desencadeada na noite de quarta-feira desmantelou um esquema de "delivery" de drogas que funcionava em uma lanchonete no centro de Curitiba. Conforme a polícia, 11 suspeitos de integrar a quadrilha de traficantes foram identificadas durante as investigações que duraram aproximadamente sete meses. Os clientes, na sua maioria de alto poder aquisitivo, ligavam para o estabelecimento, pediam sanduíches e também recebiam em casa maconha e cocaína.
Segundo a polícia, estes clientes "vips" conheciam o gerente da lanchonete e alguns inclusive negociavam as drogas dentro da própria lanchonete, diretamente com ele. Na ação de ontem cinco pessoas foram presas, entre elas Alexandro Cardoso, de 36 anos, proprietário do Waldo X-Picanha Prime, na esquina das alamedas Cabral e Princesa Isabel; e o gerente do estabelecimento, César Batista Kokurudza, de 51 anos. Conforme a delegada titular do núcleo de Curitiba da Denarc, Camila Cecconello, Kokurudza chefiava o tráfico no bar Opção, localizado na Rua Saldanha Marinho, num esquema que foi descoberto em maio deste ano. Na ocasião, dois funcionários do local (Hidauto Ventura do Nascimento, de 33 anos, e Kalleu Stevan Fernandes, de 26), além de um fornecedor de drogas (Jacó Pereira Krube, de 44 anos), foram presos. O bar foi fechado, mas Kokurudza escapou porque havia vendido sua parte no estabelecimento semanas antes da operação policial.
Durante as investigações a Denarc identificou que Kokurudza havia mudado seu "negócio" para o Waldo X-Picanha Premium, onde permaneceu até ser preso. Além dele e de Alexandro, também foi detido ontem Marcelo Lopes dos Santos, de 38 anos, que também havia deixado o bar Opção e acabou montando um novo ponto de tráfico no bar Matozo, na Rua Fernando Moreira, no centro da capital. Com ele a polícia apreendeu um revólver, 100 gramas de cocaína, 12 munições, uma balança de precisão e R$ 15 mil em dinheiro.
Os outros detidos são Marlos Lapola, de 19 anos, e Paulo Renato Lucas, de 48 anos, que, segundo a polícia, forneciam drogas para alguns dos bares da região central de Curitiba; e José Krube, de 44 anos; Edimar Camargo dos Anjos, de 29; e Junior Cesar Juvêncio, de 36; que também seriam integrantes da quadrilha.
"Apuramos as denúncias de que bares estavam sendo utilizados como fachada para o tráfico de drogas e conseguimos desmantelar esta quadrilha que já atuava há algum tempo. A Justiça expediu os mandados de prisão e também determinou a suspensão das atividades dos estabelecimentos envolvidos", explicou a delegada.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do grupo Waldo X-Picanha disse que a loja onde foram cumpridos os mandados de prisão é uma franquia, e, por isso, o grupo não tem nenhuma responsabilidade sobre o fato. Segundo informou o órgão, as lojas originais da rede localizadas no Alto da XV e no Água Verde não têm vínculo com o Waldo X-Picanha Prime e com "nenhum outro estabelecimento que opere em Curitiba com o mesmo nome, já que existem outras quatro operações na cidade administradas por outros empresários".


