Lanche saudável, prático e gostoso
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Chiara Papali
Reportagem Local
As aulas das crianças recomeçaram, e as dúvidas dos pais também: o que colocar na lancheira escolar, que agrade ao mesmo tempo o paladar infantil e seja nutritivo e saudável? Apostar na diversidade de cardápios, sem perder de vista a praticidade, pode ser a melhor forma de garantir alimentação balanceada tão importante para o aprendizado. ''Se o cérebro está nutrido, a criança consegue se concentrar no estudo'', ressalta a nutricionista funcional Vilma Aguiar de Souza, de Londrina.
''A criança com boa alimentação, contendo todos os nutrientes na quantidade adequada, brinca mais, aprende com mais facilidade, cresce e se desenvolve melhor'', completa a gerente de nutrição do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, Rosana Perim. E isso se consegue com o consumo de produtos variados, com opções que contemplem todos os grupos de alimentos - proteínas, carboidratos, vitaminas, sais minerais e até gordura.
''Um bom jeito de garantir o equilíbrio é dividir a lancheira em três partes: uma porção de fruta ou de suco natural, mais uma fonte de carboidrato, que pode vir de pães ou de bolos e biscoitos sem recheio, e por último uma opção láctea, representada por queijos, iogurte e leite'', detalha a nutricionista Sara da Silva Simas, de São Paulo.
Para garantir um lanche saudável sem abrir mão da praticidade, Sara sugere que os pais escolham frutas pouco perecíveis. ''Sucos naturais de uva ou de maracujá podem ficar de um dia para o outro dentro da geladeira. Já o de maçã eu não indico porque escurece, deve ser tomado fresco. O suco de laranja também não é a melhor opção porque precisa ser tomado imediatamente. Caso contrário, perde grande parte das vitaminas'', explica.
A nutricionista diz que escolher a fonte de carboidratos é sempre a parte mais polêmica do lanche. ''As crianças adoram bolacha recheada, mas só tem gordura saturada naquilo. Muitas dessas bolachas também são carregadas de sódio, o que estimula a hipertensão. Por outro lado, a bolacha é um produto que marca a infância. Assim, uma boa opção é escolher tipos mais leves, como as de maisena, gergelim ou aveia com mel, além dos cookies integrais'', indica.
Leite com achocolatado pode, mas só duas vezes por semana. Bolo de chocolate também, mas só se for sem recheio. O excesso de açúcar na alimentação da criança traz euforia e ansiedade. ''E depois de 40 minutos a uma hora, a glicose cai causando depressão, irritação, e fome novamente'', ensina Vilma. A combinação açúcar, gordura e glúten, segundo ela, traz ainda outro problema - flatulência e cólicas.
Vilma também chama a atenção para a importância do café da manhã para as crianças que estudam no período matutino. ''Muitas vezes, a criança acorda atrasada, não faz o desjejum e vai para a escola contando com o lanche como o café da manhã. Mas o jejum do período de sono somado a mais pelo menos duas horas de atividade na escola traz um grande prejuízo no desempenho, na concentração e na aprendizagem'', alerta.
Quando a criança não tem o café da manhã, deixa de fornecer energia e nutrientes ao organismo, e na hora do lanche, quando está 'morrendo de fome', come além da necessidade, prejudicando a digestão e causando sonolência. ''O erro começa já no café da manhã, que deve existir na vida de todos. O lanche é uma pequena refeição, não a principal'', afirma Vilma. (Com Agência Estado)


