Lançamento do foguete VS-30 é adiado pela 5ª vez consecutiva
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 31 (AE) - Os técnicos do Centro de Lançamentos de Alcântara (MA) adiaram hoje, pela quinta vez consecutiva, o lançamento do foguete VS-30. O prazo previsto para o acionamento dos motores terminou no meio da tarde, quando as condições meteorológicas na região se encontravam desfavoráveis. Os ventos de altitude permaneceram fortes, com cerca de 80 quilômetros horários, o que impediu o lançamento. A Agência Espacial Brasileira (AEB) estudará uma nova data para a ignição do foguete VS-30.
A janela de lançamento prevista era até o último domingo
mas acabou sendo ampliada para essa segunda-feira na esperança da melhoria do tempo. O VS-30 é um dos estágios do foguete Sonda 3, utilizado no desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS). Esse projeto é o mais combatido pelas grandes potências dentro do programa espacial brasileiro. O VLS fracassou em duas tentativas de colocar satélites nacionais no espaço, mas sua manutenção tida como prioritária pela Agência Espacial Brasileira.
O foguete derivado tem em seu compartimento de carga vários experimentos científicos de entidades brasileiras de pesquisa como a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e a Universidade do Vale do Paraíba ( Univap). As entidades aguardam agora uma nova definição sobre o lançamento, que pode acontecer nos próximos dias.
A missão denominada Lençóis Maranhenses está programada para levar a carga útil, pesando 241 quilos, a uma altitude de 146 quilômetros. O VS-30 tem 7,4 metros e um peso de 1460 quilos. Entre os experimentos a bordo do foguete se encontra um evento inédito na utilização de veículos lançadores brasileiros. Uma campanha publicitária do correio alemão, denominada Space Mail 2000, levará 2250 cartões postais ao espaço. Destes, 250 serão lançados na atmosfera e o restante distribuídos entre os participantes da campanha.
No lado científico, o VS-30 leva ainda experimentos de microgravidade do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). Também será testado pelos militares um sistema de recuperação de carga em solo inédito. Até o momento, a recuperação deste material era feita em operações marítimas. Desta forma, a base espacial estará se qualificando para campanhas de lançamentos mais avançadas.


