Lançada no PR campanha pelo não no referendo
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segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A duas semanas da realização do referendo nacional sobre a comercialização da venda de armas de fogo e munição, parlamentares integrantes da Frente pelo Direito à Legítima Defesa, que defendem o não, acreditam que a propaganda gratuita em rádio e televisão está conseguindo reverter as pesquisas de opinião que até então vêm dando o sim como vitorioso.
O cidadão está recebendo mais informações. Ele começa a ver que terá que decidir sobre a retirada ou não de um direito seu. Agora, querem tirar o direito de comprar uma arma. Amanhã podem tirar o direito de ter um carro, já que os acidentes automobilíticos matam mais do que armas de fogo, afirmou o deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF), presidente da Frente, que esteve em Curitiba ontem fazendo o lançamento da frente paranaense. No final de setembro, a Frente Brasil Sem Armas, que defende o sim também fez o lançamento no Paraná, com a presença do deputado federal Raul Jungman (PPS/PE), secretário-geral da frente.
O grande argumento da campanha dos defensores do não refere-se ao direito do cidadão escolher se quer ou não ter uma arma. Fraga criticou a imprensa que, segundo ele, vinha tratando o assunto com desequilíbrio de informações e rebateu os números apresentados pela Frente Brasil Sem Armas. A imprensa coloca os números de maneira equivocada, disse, citando uma reportagem de uma emisora de televisão, que afirmava que em 50% dos crimes de latrocínio as armas usadas eram legais. A polícia carioca não consegue elucidar nem 3% dos crimes, então como é que eles sabem que 50% das armas são legais? Para isso, seria preciso chegar aos autores dos crimes, questionou.
O deputado federal Abelardo Lupion (PFL-PR), delegado da frente no Paraná, também reafirmou posição contra o referendo, uma vez que o Estatuto do Desarmamento já garante a posse, o porte e o comércio legal de armas. Além do que, para eles, é incoerente o governo gastar R$ 564 milhões com a consulta. Não é razoável o governo gastar isso para impedir que 1,2 mil armas sejam vendidas no comércio doméstico brasileiro. Ao mesmo tempo o governo não investe nada em segurança pública, criticou Fraga.


