A Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) e a Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, lançaram ontem uma campanha de desarmamento da população. Embora a duração prevista seja de 20 dias, há possibilidade dela ser prorrogada. A campanha visa recolher armas em poder dos moradores. A entrega começou às 14 horas e, menos de uma hora e meia depois, nove armas já haviam sido entregues. Em troca, a pessoa receberá uma cesta básica doada por uma rede de supermercados.
O delegado seccional Alexandre Jorge Daur afirma ser impossível antecipar o número de armas que serão entregues à polícia. ‘‘Vai depender da divulgação da imprensa e da motivação das pessoas em não ter armas em casa, o que é melhor e mais saudável’’, disse. Segundo ele, um levantamento realizado há cerca de 5 anos mostrava que em Ribeirão Preto existiam aproximadamente 36 mil armas registradas. No recadastramento feito no ano passado, apenas três mil armas foram registradas. O policial não arrisca a falar em números de armas nas mãos dos criminosos, que entram ilegalmente no País.
Além de Ribeirão Preto, outras cidades da região também podem entregar as armas à DDM. A recomendação da polícia é que as pessoas tenham o cuidado de tirar as balas e embrulhá-las especificando que o objetivo é entregá-las à campanha de desarmamento. Isso evita que alguém seja preso, no deslocamento até a delegacia, por porte ilegal de armas. Ao chegar à DDM, a pessoa fará um auto de exibição espontânea e de apreensão da arma, recebendo um comprovante da entrega. Depois, receberá a cesta básica.
‘‘Não haverá consequência penal para quem entregar as armas, mesmo as que não sejam registradas’’, afirmou a delegada da DDM, Marina Franco da Rocha. Segundo ela, das nove primeiras armas recolhidas ontem apenas duas tinham registro. ‘‘Nosso objetivo é que a campanha conscientize as famílias sobre a importância de não ter armas em casa, além de alertar os pais para que participem mais da vida dos jovens, orientando-os e fiscalizando-os’’.

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