São Paulo, 22 (AE) - O comissário Pascal Lamy, responsável pela área de comércio exterior da Comissão Européia, encontra-se hoje, pela manhã, em Brasília, com empresários dos setores exportadores de frutas, carnes de aves e suínos, carne bovina, café e da área da pesca. O encontro, mediado pelo Ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, debaterá temas relacionados a crescente adoção de medidas sanitárias e fitossanitárias que dificultam a expansão das vendas de produtos agrícolas para aquele mercado.
Ontem, após, visitar a Granja Rezende, da Sadia, em Uberlândia, Minas Gerais, Lamy admitiu ser ainda "muito difícil" um entendimento a curto prazo para o estabelecimento de livre comércio entre o Mercosul e e a União Européia. Ele acredita que possa sair um acordo até o ano 2005, quando deixa o cargo. Isso significa que a rodada de negociações entre os dois blocos econômicos, mercada para os dias 6 e 7 de abril, em Buenos Aires, está distante de vir a ter avanços concretos.
Lamy adiantou que o tema subsídios agrícolas não será debatido. Este é o principal ponto de divergência entre o Brasil e a União Européia. Pratini de Moraes disse que os subsídios aos produtores europeus afetam o preço do mercado internacional, podendo "provocar um ruptura nos preços". "Não somos contra os países apoiarem a sua agricultura mas contra a concorrência desleal", afirmou.
Pelas contas de Pratini de Moraes, caso as barreiras que dificultam hoje as exportações fossem eliminadas o Brasil teria um acréscimo de imediato de pelo menos US$ 100 milhões nas vendas externas.

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