Lâmpadas incandescentes com os dias contados
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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - As lâmpadas incandescentes de menor potência não poderão ser mais fabricadas ou importadas pelo País a partir de 30 de junho. A venda dos estoques das lojas, no entanto, será permitida até junho de 2017.
A substituição dos modelos está sendo feito de modo gradual. Primeiro, as lâmpadas de maior potência 150 e 200 watts deixaram de ser produzidas e importadas e, posteriormente, retiradas do mercado. No ano passado, a produção das lâmpadas de menor potência - de 60, 75 e 100 watts - tiveram a fabricação encerrada.
As medidas visam alinhar o País com as diretrizes do Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) e previstas na Portaria 1007 do Ministério de Minas e Energia (MME), que quer aumentar a utilização de lâmpadas mais eficientes, como as halógenas e as fluorescentes compactas. Mais recentemente, entraram no mercado as lâmpadas de LED, ainda mais econômicas.
De acordo com dados da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, uma lâmpada incandescente de 60 watts que permaneça ligada quatro horas por dia consome 7,2 kWh (quilowatts por hora) ao mês. Na comparação, uma lâmpada fluorescente compacta equivalente proporciona uma economia de 75%, ou seja, este resultado pode cair para 1,8 kWh/mês. Em termos financeiros, a comparação entre uma lâmpada comum de 100 watts a mais popular - com uma fluorescente de 23 watts, que proporciona o mesmo nível de iluminação, a economia é, em média, de R$ 24 em um ano para apenas uma lâmpada.
COMÉRCIO
Gerente de uma loja de materiais elétricos, Valdir Loiola diz que há apenas cerca de cem unidades de lâmpadas incandescentes no estabelecimento comercial, portanto o prejuízo não será grande. "Faz tempo que diminuímos a venda desse tipo de lâmpadas, até mesmo pela dificuldade em encontrar fornecedores. Mantínhamos alguma coisa para os clientes que faziam questão mesmo." Até pela baixa oferta, os preços acabaram subindo nos últimos tempos. O preço médio, que era de R$ 1,50, passou para R$ 2,50. Desde a portaria do MME, as lâmpadas fluorescentes representam cerca de 80% das vendas no local. Mas isso pode mudar, segundo ele, nos próximos anos. "Acredito que as fluorescentes devem ser substituídas pelas de LED em um período curto. Apesar do investimento inicial ser alto, a economia de energia é muito grande", afirma.



