Brasília, 20 (AE) - O porta-voz da Presidência, Georges Lamazire, negou hoje que o governo antecipará a divulgação do reajuste do salário mínimo: "A previsão é manter para final de abril." O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), afirmou hoje que "as conversas ainda estão no início e o presidente (Fernando Henrique Cardoso) está dividindo a responsabilidade, levando o assunto com muita habilidade".
Segundo o porta-voz, Fernando Henrique não irá autorizar um reajuste incompatível com as contas públicas porque seria "dar com uma mão e tirar com a outra".
O governo estaria preocupado em dar o maior aumento possível, mas sem prejudicar as contas públicas. Lamazire disse que as conversas têm de ser "enfocadas dentro de argumentos absolutamente técnicos".
Ele negou que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, deixará o governo, caso seja concedido um reajuste superior a 150 reais.
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que foi para Brasília depois do encontro na parte da manhã, em Salvador, com Malan, negou que tenha ocorrido um desentendimento entre os dois: "Vocês vão até achar que houve entendimento demais."
ACM afirmou que "está em gestação uma proposta que vai ser boa para gregos e troianos." Segundo ACM, nessa semana, deverão ser divulgados alguns detalhes da negociação entre os partidos da base aliada e o governo.
Arruda não acredita nisso. Ele admitiu que o governo e os aliados estão no "caminho da convergência" e negou que estejam sendo estudadas fórmulas de escalonamento para o aumento do mínimo.

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