Lagos proprõe "aperfeiçoamanto" do Mercosul
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sexta-feira, 29 de outubro de 1999
Por Tatiana Bautzer, Enviada Especial 
Santiago, 30 (AE) Se Ricardo Lagos for eleito fará o possível para tornar o Chile um membro pleno do Mercosul, desde que para isso não precise aumentar tarifas alfandegárias.
Segundo álvaro García, um dos principais assessores de Lagos - que está entre os nomes mais cotados para ocupar um ministério na área econômica -, para o país entrar no Mercosul teria de ser encontrada uma fórmula que não obrigasse o Chile a elevar tarifas para entrar no bloco.
"Já temos tarifas mais baixas e não podemos aumentá-las", disse García, no comitê de campanha do candidato da Concertação, na Avenida Providencia.
Segundo García, o Mercosul é "estratégico e prioritário" na política externa do candidato, embora reconheça que o Chile também esteja muito interessado no progresso da área de Livre Comércio das Américas (Alca), que integrará toda a América Latina e a América do Norte.
O Chile propõe alguns "aperfeiçoamentos", segundo García, ao Mercosul, como a criação de mecanismos de solução de controvérsias e a incorporação do setor de serviços no acordo.
García reconhece que o Mercosul vem sofrendo tensões crescentes com a desvalorização cambial no Brasil e a tentativa da Argentina de impor barreiras a importações de produtos brasileiros.
"Acredito que o Mercosul vá precisar revitalizar-se. Não tenho dúvida de que as dificuldades vão diminuir com a recuperação do crescimento e estabilidade nas economias da América Latina, o que está começando a acontecer agora."
García acredita que será possível já no início do próximo governo começar a reforma da Constituição para retirar as cláusulas deixadas pela ditadura, como a dos senadores biônicos e a da composição do Tribunal Constitucional. "A direita já se comprometeu com as reformas, isso é evidente para todos hoje em dia."


