Santiago, 09 (AE-ANSA) - O candidato governista para as eleições presidenciais no Chile, Ricardo Lagos, encabeça a maioria das pesquisas, algumas das quais o apontam perto do 50% mais 1 dos votos para triunfar domingo, em primeiro turno.
A última pesquisa do Centro de Estudos da Realidade Contemporânea da 48% a Lagos e 41% a Lavín, principais pretendentes à sucessão do presidente Eduardo Frei, quem deixará o cargo em 11 de março.
Atrás destes candidatos, que juntos somam 89% das intenções de voto, a comunista Gladys Marín (7%), o humanista Tomás Hirsch, a ecologista Sara Larraín e o pinochetista ex-democrata-cristão Arturo Frei Bolívar, reúnem 11%.
Por sua parte, a consultoria Mori outorga 48,6% a Lagos e 42 1% a Lavín, seguidos por Marín (5,5%), Hirsh (1,9%), Frei Bolívar (1,2%) e Larraín (0,7%).
Em contraste, a Fundação Futuro - dirigida pelo ex-senador direitista e próspero empresário Sebastián Piñera - atribui paridade entre Lagos e Lavín, cada um com 45%, seguidos por Marín (5%), Frei (1%), Hirsh (1%) e Larraín (0,5%).
Em um eventual segundo turno, em 16 de janeiro de 2000, será eleito o candidato - entre os dois mais votados no primeiro turno - que obtiver a metade mais um dos votos válidos, ou seja, descontados nulos e brancos. Nesse caso, decidirão a votação os eleitores que em primeiro turno escolherem as opções minoritárias.
Analistas concordam ao ressaltar maior afinidade dos seguidores de Marín, Hirsch e Larraín com o socialista Lagos, e a dos eleitores de Frei Bolívar com Lavín, independente de estes candidatos ainda não terem anunciado a conduta que recomendarão no caso de segundo turno.
No entanto, Lagos e Lavín fazem seus últimos esforços para conquistar os votos dos cerca de 400.000 eleitores (5% do total) que, segundo as pesquisas, ainda não decidiram em quem votarão e poderiam decidir quem vencerá domingo e se haverá ou não segundo turno.
Outro fator que representa uma incógnita para estas eleições é o nível que alcançará a abstenção, que varia entre 3% e 12%, de acordo com pesquisas. Nas eleições anteriores, os votos nulos, brancos e abstenções somaram cerca de 1 milhão de pessoas.
Por sua vez, pesquisadores protegem antecipadamente suas estimativas do exame definitivo das urnas sublinhando as significativas porcentagens de indecisos, prováveis abstenções e negativas de responder às consultas.
A experiência no Chile e em outros países indica que neste tipo de resposta por parte dos entrevistados está apenas um pequeno grupo de eleitores que oculta a inclinação de seu voto, mesmo sem ter decidido seu candidato.
Nesta quinta-feira, na conclusão da propaganda eleitoral para a votação de domingo, o candidato governista Ricardo Lagos encerra sua campanha com uma uma concentração na qual promete duplicar a realizada por seu rival direitista Joaquín Lavín.
Lagos, um advogado e economista de 61 anos, mostrou-se seguro de sua vitória nas eleições de domingo e disse hoje que seus partidários duplicarão os reunidos por Lavín terça-feira na principal via de Santiago, a Alameda Bernardo OHiggins. A polícia estima em 80.000 o número de pessoas reunidas por Lavín terça-feira.
Lavín, um economista de 46 anos, extravasou sua alegria ontem ao comentar o sucesso de sua concentração e atreveu-se a apostar que vencerá seu rival domingo por uma diferença de pelo menos 100.000 votos.

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