Lagoa protegida por lei ambiental em Araçoiaba não resiste à seca
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sábado, 06 de novembro de 1999
Por José Maria Tomazela 
Araçoiaba da Serra, SP, 07 (AE) - A Lagoa do Jundiaquara
manancial protegido pelas leis ambientais por ser considerado criadouro de aves aquáticas, em Araçoiaba da Serra, a 120 quilômetros de São Paulo, secou. Do antigo lago, com cerca de 30 mil metros quadrados, não restava hoje (7) mais do que uma poça rasa e lodosa com 5 metros de diâmetro. Moradores do bairro disputavam com aves aquáticas os últimos peixes que restaram do lago, as resistentes traíras. Um morador soltou o gado para pastar no leito seco da lagoa. Parte da área outrora inundada foi transformada em um campo de futebol.
A lagoa, que no século passado era usada para matar a sede das tropas de mulas, transportadas do sul para as feiras de Sorocaba, foi considerada área de proteção ecológica pela Curadoria do Meio Ambiente da Comarca. O Ministério Público de Sorocaba determinou à prefeitura de Araçoiaba da Serra que impedisse as drenagens e a captação de água do manancial para fins agrícolas. Moradores que haviam ocupado as margens da lagoa foram condenados a desocupar e demolir as casas. Segundo o agricultor Benedito Rosa, um dos moradores do lugar, a seca na região é a mais rigorosa dos últimos dez anos. As chuvas das últimas semanas foram esparsas e rápidas, insuficientes para repor a falta de água no solo. "Nesse período, em anos anteriores, a lagoa tinha de dois a três metros de água", disse.


