Quando estiver totalmente cheio, o lago da usina Sérgio Motta vai se estender por 300 km do rio Paraná e ocupar uma área maior que a do lago de Itaipu, a maio hidrelétrica do mundo. O lago da usina terá 225 mil hectares, 185 mil dos quais no Mato Grosso do Sul. O de Itaipu tem 200 mil hectares.
‘‘Sabemos que o impacto ambiental é imensurável, mas estávamos diante de um fato consumado, porque a usina já estava pronta. Nosso objetivo era minimizar os impactos negativos’’, afirma o promotor paulista Nelson Roberto Bugalho, que havia conseguido uma liminar que impedia o enchimento do lago.
Entre as obrigações da Cesp, estão a criação de um parque estadual de 73 mil hectares no Mato Grosso do Sul e de uma área de preservação ambiental de 7 mil hectares em São Paulo. Em São Paulo, já havia sido criada a reserva do Aguapeí, de 9 mil hectares.
A usina também contará com um ‘‘elevador de peixes’’, para permitir que os animais transponham a barragem da usina durante a piracema - época em que sobem o rio para se reproduzir.
‘‘A Cesp está cumprindo suas obrigações, mas isso não evitará os danos ambientais’’, avalia Egon Krakhecke, secretário do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul.
Segundo ele, o Estado e sete municípios que serão atingidos pelo enchimento do lago vão receber royalties sobre a venda da energia da usina Sérgio Motta. As famílias afetadas estão sendo transferidas para outros locais e sendo indenizadas pela Cesp.(C.T.)

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