São Paulo, 8 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer, não confirma a previsão do governo de superávit comercial de R$ 11 bilhões este ano. "É uma meta e como toda meta é objetivo e não garantia de resultados", disse há pouco durante a abertura da Brasilplast, Feira Internacional da Indústria do Plástico, que ocorre no Anhembi, em São Paulo. "Vamos examinar a meta com cuidado com a equipe econômica", disse.
Segundo ele, o acordo em andamento entre governo e FMI deve encorajar as exportações por possibilitar "a retomada expressiva das linhas comerciais para o Brasil". Por isso, ele prevê aumento nas operações da ACCs e ACEs. Com relação ao crédito do governo às exportações, Lafer reiterou sua intenção de transformar o BNDES em agente exportador.
Segundo ele, o comportamento das importações dependerá da "dinâmica da economia brasileira. E prevê: "O primeiro semestre será difícil, mas para o segundo os caminhos são positivos".
Quanto as exportações, disse que as vendas internas dependem não só do câmbio e da disponibilidade de crédito, mas também das condições de acesso aos mercados internacionais. Como fatores determinantes para a aceitação de produtos brasileiros no Exterior, ele citou o crescimento da Europa e dos Estados Unidos e também a recuperação da ásia, cuja exportação concorre com produtos brasileiros. Outra dificuldade, avalia, são as barreiras protecionistas. Como exemplo citou as dificuldades criadas pelos Estados Unidos para as exportações de aço brasileiras.
Em sua visita à feira, Lafer disse também que as importações correspondem a 5,6% do PIB brasileiro, fatia considerada por ele "não excessiva".

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