Brasília, 14 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer, vai distribuir ainda hoje uma mensagem aos convencionais do PSDB, em seminário que antecede a convenção do partido que se realizará amanhã (15), no Hotel Nacional, em Brasília. No documento, Lafer, filiado ao PSDB, afirma que "o caminho do desenvolvimento está sendo pavimentado pela transição bem-sucedida para um novo regime de câmbio". Ressalta, também, que a mudança dos preços relativos, a inflação baixa, os juros em declínio e o nível de atividade em recuperação são a base sobre a qual seu ministério está se lançando para retomar o crescimento sustentado da economia.
Ele esclarece que são quatro os focos de atuação do ministério: reforma tributária, como prioridade; redução do Custo Brasil; política industrial e de comércio exterior voltadas à exporatação e à substituição competitiva de importações e, por fim, apoio à micro e pequena empresa. Afirma ainda que, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a reforma tributária deve ter um único objetivo: estabelecer isonomia competitiva entre o produtor nacional e o localizado no mercado externo, para alavancar investimentos e exportações.
Na mensagem, Lafer afirma, ainda, que o setor de telecomunições deverá ter investimentos de US$ 54 bilhões nos próximos cinco anos no País; o de petróleo, US$ 40 bilhões e o de energia elétrica, US$ 35 bilhões. Ele diz, também, que haverá uma demanda crescente por máquinas e equipamentos no valor de aproximadamente US$ 90 bilhões nos próximos cinco anos, e que, com a atuação de seu ministério, boa parte dessas máquinas e equipamentos já será produzida no próprio País, em vez de ser importada.
Ainda na mensagem, Lafer informa aos convencionais do PSDB que o BNDES está engajado em aumentar as exportações, destinando cerca de US 3 bilhões em financiamento para o setor este ano. Relaciona, ainda, entre as tarefas do ministério as de identificar e romper barreiras ao comércio brasileiro. Segundo Lafer, o País quer o desmantelamento mais acelerado do esquema de protecionismo e subsídios agrícolas da União Européia e de outras economias importantes e não aceitará barganhas que impliquem novas reduções tarifárias no setor industrial brasileiro.
Celso Lafer afirma também que, para estimular as micro e pequenas empresas, o ministério está tratando de melhorar as condições de acesso desse segmento aos financiamentos do BNDES. Para tanto, está aperfeiçondo o chamado fundo de aval (Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade). Este fundo, cuja operação começou a ser implementada há mais de um ano, mas que até hoje não chegou a funcionar complementamente por excesso de burocracia, segundo Lafer, terá sua operacionalização simplificada com a eliminação de boa parte de papéis que complicavam e encareciam os custos das empresas. Terá, ainda, flexibilizadas as garantias exigidas, bem como aumentado o porcentual de cobertura do fundo sobre a parcela de financiamento.

mockup