Lafer: acordo com o FMI afasta incertezas da mudança cambial
Brasília, 17 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer, está fazendo neste momento, na Câmara dos Deputados, uma exposição sobre a situação da economia do País, em sessão conjunta da Comissão de Economia, Industria e Comércio e da Comissão de Finanças e Tributação. O ministro disse há pouco que a mudança no câmbio trouxe um conjunto de incertezas que já estão sendo superadas graças ao acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao crédito bancário externo, condições estas que permitirão a realização de um ajuste fiscal que possibilitará a retomada da atividade econômica a partir do segundo semestre sob a liderança das exportações. Celso Lafer disse também que o impulso exportador permanente dará início a um novo ciclo do balanço de pagamentos com menor dependência de recursos externos voláteis e com redução da relação dívida externa bruta/exportações.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, disse também, na exposição que está fazendo neste momento em sessão conjunta de duas comissões da Câmara dos Deputados, que a mudança no regime de câmbio criou as condições para o fortalecimento da produção nacional. O Ministério do Desenvolvimento, explicou, trabalha com a política industrial - fortalecimento de cadeias produtivas e substituição competitiva de importações - e com uma política de comércio exterior. O ministro disse que a mudança cambial permitirá um aumento acelerado das exportações, tornando exequível a obtenção de US$ 100 bilhões até 2002. Segundo ele, há espaço para o crescimento da exportação de commodities agrícolas e industriais (papel e celulose, soja e siderúrgicos), além de frutas, mármore e granito. O ministro observou, no entanto, que é preciso aumentar a presença de produtos com maior conteúdo tecnológico para que as exportações sejam sustentadas no longo prazo. Segundo Lafer, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem papel estratégico nesse sentido, como articulador de financiamentos de longo prazo. O ministro do Desenvolvimento disse que, entre as medidas de ação imediata constam a garantia de R$ 3,5 bilhões - esforço máximo frente à desvalorização do real - para financiamento das linhas de exportação do BNDES em 1999. No médio prazo, citou, está o fortalecimento do BNDES como banco de comércio exterior.





