As Companhias do Batalhão da Polícia Rodoviária do Paraná trabalharam ontem de manhã sob ‘‘alerta geral’,’ depois que foram avisados de um assalto ocorrido na madrugada no destacamento da Polícia Rodoviária Federal de Bataguassu (MS), na divisa com o Estado de São Paulo. Há suspeitas que os assaltantes sejam os mesmos que sequestraram e assaltaram o Boeing 737/200 da Vasp, na tarde de quarta-feira.
Segundo o alerta geral, os três policiais rodoviários federais foram dominados e amarrados por homens armados, que fugiram com todo o armamento pesado dos policiais em um Ômega CD, prata, ano 94, placa JWI 1919 de Guaramirim (SC). Segundo informações obtidas pela Folha, as características dos ocupantes do Ômega coincidem com alguns dos membros da quadrilha que realizou o sequestro-assalto. Bataguassu fica a cerca de 230 quilômetros (aproximadamente três horas de carro) de Porecatu, município onde a quadrilha abandonou o avião.
O chefe de Fiscalização e Policiamento da 3ª Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (SR/DPRF/MJ) do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, inspetor Mário Pavon, procurou desmentir o alerta geral. ‘‘Foi uma tentativa frustrada de assalto ao posto. Os três homens tentaram se aproximar dos policiais mas o assalto não se confirmou. Foi impedido pela troca de turno e a chegada de outros três policiais ao local’’, informou. Porém, uma fonte afirmou que a troca de turno é feita entre 7 e 9 horas da manhã e não às 4 horas, horário que teria ocorrido o assalto.
No final da tarde de ontem, o setor de comunicação social da 3ª SR/DPRF/MJ, divulgou uma nota oficial com uma segunda versão para o assalto ao posto policial de Bataguassu. Segundo o comunicado, um dos policiais rodoviários teria parado o Ômega, proveniente do Estado de São Paulo, para fiscalização. De acordo com a nota, ao pedir a documentação, o policial teria se dirigido ao interior do posto policial para fazer a checagem e foi seguido pelo condutor.
O motorista teria oferecido R$ 20 mil para que o veículo fosse liberado. Ao demonstrar sua estranheza, o policial teria sido imediatamente rendido com uma pistola calibre 45. Segundo o comunicado, os outros policiais não viram o que acontecia por estarem concentrados na ficalização de um caminhão.
De acordo com a Polícia Civil de Guaramirim, na cidade não foi registrada nenhuma queixa de furto ou roubo do Ômega. A Folha apurou que o Imposto Sobre Veículo Automotor (IPVA) do veículo foi pago no dia 15 de agosto, na véspera do sequestro-assalto do avião. Os documentos do Ômega estão em nome de Agnaldo Gentil Shimamura, que residiria na Rua 28 de Agosto, s/n, em Guaramirim.
Uma fonte na polícia disse que há possibilidade, porém, do proprietário do veículo ter apresentado documentação falsa ao registrar o veículo. No serviço de informações da empresa de telefonia catarinense não foi encontrado nenhum proprietário de telefone com o sobrenome Shimamura em Guaramirim. A polícia agora está buscando informações pelo número do Cadastro de Pessoa Física (CPF).

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