Ladrões mandam recado para polícia após assalto a ônibus
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sexta-feira, 27 de março de 2009
Fernanda Borges<BR> Reportagem Local 
Dois assaltantes que cometeram um roubo na madrugada de ontem dentro de um micro-ônibus deixaram uma carta direcionada à polícia pedindo melhorias no sistema prisional do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina. A notícia da carta tumultuou a rotina do CDR ontem que recebeu dezenas de ligações de advogados e familiares procurando saber como estava o clima na unidade.
Ainda segundo o delegado chefe da 10ªSubdivisão Policial, no bilhete, os assaltantes reclamavam da forma que são tratados no CDR. O diretor do CDR, major Raul Leão Vidal, disse que a carta foi digitada por alguém com bons conhecimentos e sem nenhum erro de português. Não tem gírias nem nada. Eles reclamam que estão tendo seus direitos constituicionais violados e que não estão sendo respeitados. Não vamos mudar a ação aqui dentro por conta dessa carta, mas sabemos que esse tipo de reclamação está ocorrendo principalmente porque a segurança e fiscalização aqui dentro está sendo feita de forma rigorosa, disse.
Ainda segundo o major, os presos teriam pedido chocolate para a Páscoa e reinvindicaram ventiladores nas celas e os pedidos foram negados por ele. Contou também que nunca mais houve o acesso de aparelhos celulares na prisão, que têm sido detectados pelo detector genital. Estão querendo nos intimidar e já estão comentando que essa carta teria saído daqui, o que não é verdade. Vamos continuar respeitando os direitos dos presos, mas os deveres deles também deverão ser praticados, enfatizou o diretor. O CDR tem capacidade para 920 presos condenados e atualmente conta com 906.
Assalto
A dupla assaltou um micro-ônibus que fazia a linha Jardim Interlagos, por volta da meia-noite, quando o veículo passava pela Rua Santa Terezinha na Vila Fraternidade (Zona Leste). Depois do assalto, os bandidos tentaram atear fogo no micro-ônibus que chegou a colidir num muro depois que o motorista precisou pular com o veículo em movimento. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o princípio de incêndio, mas não houve feridos e pouco dinheiro foi levado.
De acordo com o porta-voz da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, momentos após o crime, Jeferson Marcelino dos Santos, 21 anos, suspeito de ter participado do assalto, foi preso pela PM nas proximidades do Jardim Ernani Moura Lima. Ele foi reconhecido e identificado no nosso sistema de informações com passagens por pelo menos oito tipo de crimes. Ele estava com o Kadet branco, veículo que teria sido utilizado na hora do roubo, disse.
Ainda segundo Barroso, na casa de Santos, além da arma, foram encontrados nove documentos roubados, além de uma garrafa com resto de gasolina. Ele nega ter participado do assalto, mas a polícia continua investigando outros três que também estariam junto com ele, disse. Santos está sendo acusado também por receptação de documentos furtados e porte ilegal de armas e munições.
A reportagem da FOLHA entrou em contado com a Grande Londrina, empresa que presta o serviço de transporte coletivo na Zona Leste e proprietária do micro-ônibus envolvido no assalto, mas a empresa não quis se pronunciar nem para informar o quadro de saúde dos passageiros e do motorista.


