Três homens encapuzados e fortemente armados assaltaram ontem a sede da empresa Prosegur, em Ciudad del Este, fronteira entre Brasil e Paraguai. Eles levaram US$ 4,7 milhões dos cofres da empresa. Esse foi o maior assalto da história da tríplice fronteira. A ação pode ter a participação de brasileiros. Um funcionário da empresa foi preso.
O assalto, segundo investigações da Polícia Nacional, foi planejado na manhã de domingo, quando o funcionário da empresa, o paraguaio Diosnel Ricardo Omeda, 28 anos, trocou turno com outro vigia. Omeda pediu para ficar sozinho no prédio durante o horário de trabalho, das 6 horas do domingo às 6 horas de ontem. Todos os funcionários foram dispensados.
Na manhã de ontem, os três ladrões entraram na empresa e renderam dez funcionários que entravam em serviço. Omeda ligou para o gerente da empresa, Luis Cesar, e pediu que fosse até o prédio porque havia uma questão urgente para resolver. Ele não desconfiou que se tratava de uma armadilha.
Ainda no portão da Prosegur, Luiz Cesar levou coronhadas de revólver dos três assaltantes. Nenhum funcionário sabia a combinação do cofre, exceto Cesar, que foi obrigado a abri-lo. Os três, mais o funcionário da empresa, fugiram em um Santana azul. A polícia não sabe se as placas são brasileiras ou paraguaias.
Omeda foi localizado pela polícia e está preso. Os outros três ladrões ainda não foram localizados. Os policiais acharam intrigante o fato da empresa, que sempre enviava os valores recolhidos das lojas de Ciudad del Este aos sábados e enviava para Assunção ou Foz do Iguaçu no mesmo dia, ter deixado o dinheiro ainda em seus cofres até na segunda-feira. Todo o dinheiro tinha seguro.
Esse foi o terceiro assalto em menos de três anos. A polícia acredita que há envolvimento de brasileiros que trabalham na Prosegur, empresa paulistana com escritório em várias cidades no Paraguai.

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