São Paulo, 13 (AE) - A modelo e apresentadora de rádio e TV Adriane Galisteu foi assaltada em seu apartamento, na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, em São Paulo, por três homens que levaram jóias e relógios avaliados em R$ 250.000,00 e R$ 10.000 00 em dinheiro. O assalto ocorreu na noite do dia 8, sexta-feira
mas só hoje à tarde Adriane apresentou queixa no Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri).
Ela contou que estava em casa, com a empregada Tereza Gomes da Silva, quando o interfone tocou. O porteiro Ricardo de Souza avisou que haviam mandado flores para ela. Adriane mora no 7.º andar e pediu para a empregada descer, para pegar a encomenda. "Não permito que ninguém suba e a Tereza voltou pouco tempo depois, acompanhada dos dois ladrões". O terceiro assaltante ficou com o porteiro. Segundo Adriane, armados de revólveres, os ladrões disseram que nada fariam se ela obedecesse.
"Olha, Galisteu, não vamos te fazer mal, só queremos os dólares e as jóias", disse um dos ladrões. Ela disse hoje ter ficada irritada com o tratamento. Calmos, os assaltantes ficaram acompanhando a modelo pelo apartamento, que passou a recolher suas jóias. Ela contou ter mantido a calma durante todo o tempo. Também disse que, em momento algum achou que os ladrões poderiam usar de violência contra ela . "Entreguei a eles os meus relógios Rolex e Bulgari, anéis, pulseiras, colares, brincos; praticamente tudo o que eu tinha". Jovens - Os assaltantes ficaram no apartamento por 30 minutos. Eram jovens, entre 18 e 23 anos, bem-vestidos, e pareciam saber tudo que havia no apartamento da modelo. "Eles ameaçaram minha empregada, dizendo que sabiam que ela se chamava Tereza e sua família é de Minas Gerais", contou Adriane. Descalça - Os ladrões, na fuga, obrigaram a modelo e a empregada a descerem com eles. "Eu estava descalça e não permitiram que eu fosse ao quarto para pegar um tênis ou um sapato". Ela informou ainda que os assaltantes saíram do prédio andando calmamente, despreocupados. Depois do assalto, Adriane procurou amigos e foi levada por eles para falar com o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).
Com as informações de Adriane, o delegado providenciou a elaboração dos retratos falados dos ladrões e realizou as primeiras investigações. Diante do insucesso da apuração, o delegado Gonçalves orientou a modelo a oficializar a queixa do roubo. Hoje, então, ela foi ao Depatri registrar a queixa. O caso passou agora para o delegado Edson Santi, da 2.ª Delegacia da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. A delegacia é especializada na investigação de ladrões que assaltam apartamentos.

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