São Paulo, 25 (AE) - Dez homens são acusados pela polícia pelo roubo de quatro malotes com cerca de 100 mil tíquetes-refeição, avaliados em mais de R$ 1 milhão. O assalto ocorreu ontem (24) à noite, na loja Vaspex, da Vasp, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ao lado do setor de embarque de passageiros.
Os ladrões obrigaram os funcionários a carregar os malotes para dois carros estacionados na entrada do terminal. Além dos tíquetes e de outros papéis, os assaltantes levaram telefones celulares de dois clientes. O grupo sabia que os malotes com os tíquetes estavam no setor de despachos.
Três dos assaltantes aproximaram-se do balcão de entregas e mandaram os funcionários indicar onde estavam os malotes "mais pesados". O grupo chegou à Vaspex pouco depois das 20 horas. Os dez homens chegaram no Golf preto de placa BIA-9184 e no Vectra cinza DPN-0003, roubados no Tatuapé e em Itaquera, na zona leste, na noite de domingo. Armados com pistolas automáticas, dois dos ladrões obrigaram Raimundo Nonato Feitosa, de 46 anos, inspetor de segurança, a acompanhá-los até o setor de despacho e recebimento de cargas.
Um outro assaltante ficou tomando conta da portaria. Os demais seguiram para a sala onde estavam os malotes. A auxiliar de despachante, Erd Naxela Fernandes do Carmo Souza, de 21 anos, quando viu os ladrões com armas achou que era brincadeira e somente acreditou nas ameaças quando foi jogada no chão.
Os ladrões arrancaram o fio do telefone e dominaram um grande número de funcionários e clientes. Para evitar que a polícia fosse avisada, roubaram os celulares do motorista Pedro Feliciano, de 46 anos, e do vendedor Carlos Eduardo Bertini, de 26 anos. Dominaram ainda os seguranças Nelson Ferreira, Antônio Rodrigues, Lázaro Almeida e Gilberto Ranulfo da Silva. Por determinação da Infraero, responsável pela segurança, todos os vigilantes trabalham desarmados.
Dos quatro malotes roubados, um pesava 160 quilos. Os carros usados para o transporte dos malotes e para a fuga dos assaltantes foram abandonados nas proximidades do conjunto habitacional Parque Cecap, perto do aeroporto.
Nos veículos os policiais encontraram três bonés e uma bolsa. Os carros foram submetidos à perícia pois a polícia tem esperança de encontrar impressões digitais que facilitem a identificação dos criminosos.
O delegado Jorge Esper, da delegacia da Polícia Civil no aeroporto, ouviu hoje os funcionários da Vasp e soube que os ladrões tinham informações dos malotes e o que havia neles. Para o policial, o local não tem a segurança que deveria. Os cinco vigilantes de plantão alegaram não ter condições de identificar os ladrões porque foram obrigados a ficar o tempo todo olhando para baixo.
A Vasp, segundo a polícia, ficou de entregar amanhã a relação de tudo que foi levado pelos ladrões. A Assessoria de Imprensa da empresa aérea explicou não ter conhecimento do que havia nos malotes e esperava as informações das empresas responsáveis pelos papéis para se manifestar.

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