São Paulo, 30 (AE) - Um grupo de sete ladrões invadiu o Instituto Meninos de São Judas Tadeu, dominou um padre e agrediu fiéis, hoje pela manhã, porque queriam o dinheiro, que pensavam estar depositado num cofre. A polícia foi chamada e prendeu quatro homens. Deteve ainda um adolescente, ex-interno do instituto, que fica ao lado da igreja do mesmo santo, na Avenida Itacira, na saúde, zona sul de São Paulo. Dois dos assaltantes conseguiram escapar, levando o dinheiro das esmolas dos fiéis, cerca de 100 reais em notas de 1 real.
A ação dos criminosos começou às 8h45. Eles foram levados ao instituto pelo adolescente D.C.M.S., de 16 anos. Ex-interno do orfanato mantido pela paróquia, ele conhecia o interior da instituição e a localização do cofre. De acordo com o delegado Evandro Luiz de Melo Lemos, do 16º Distrito Policial (DP), o adolescente sabia também que o dia 28 era o de maior frequência dos fiéis à igreja, portanto, o cofre do instituto poderia estar cheio.
Assim, convenceu os amigos a roubar a paróquia. Os criminosos, armados com pistolas semi-automáticas e com pelo menos um revólver calibre 38, dominaram os devotos Diekson Custódio de Carvalho, de 24 anos, Rosinéia Viola, de 30, e Luiz Fernando Pereira de 24. Depois, apanharam o padre Luiz José Weber.
Os criminosos ameaçaram os devotos e obrigaram Pereira a acompanhá-los até o local onde fica o cofre. Ali, mandaram-no abrir a porta, mas o devoto disse que não tinha as chaves. Por causa disso, um dos assaltantes deu-lhe uma coronhada na cabeça, provocando-lhe um corte. Mesmo assim, disse-lhes que não tinha como abrir o cofre.
Os ladrões aproveitaram também para saquear os reféns, além de um telefone celular do padre e uma máquina fotográfica. Apanharam ainda o dinheiro da esmola. Enquanto isso, um dos reféns aproveitou o descuido dos criminosos, apanhou um telefone e chamou a polícia.
Dois policiais militares foram ao local e detiveram no interior do instituto dois dos ladrões. Num banheiro, próximo da igreja, os policiais encontraram o terceiro acusado, que estava escondido. "Ele tentou negar o crime, dizendo que é fiscal de lotação e havia ido ao local, mas não sabia nem mesmo o nome da igreja que estava estava assaltando", disse o delegado. Perto do preso, estavam a máquina fotográfica e o telefone celular.
Dois outros acusados foram pegos quando subiam em uma motocicleta para fugir. Foram detidos Erivaldo Avelino da Silva, de 19 anos, Anderson Luís Rocha de Jesus, de 22, Márcio Souza dos Santos, de 21, e Luciano de Almeida Santos, de 24. Este último foi preso usando um documento falso com o nome de um vigilante bancário. O documento havia sido roubado durante um assalto à agência onde o segurança trabalhava.
"O vigilante veio até aqui, mas não reconheceu nenhum dos presos como participante do assalto ao banco", afirmou o delegado. Santos estava usando o documento falso porque era foragido de uma penitenciária em Bauru, no interior de São Paulo. Assim, foi autuado em flagrante também pelo uso do documento falso. Os demais integrantes da quadrilha foram acusados de roubo. Com o bando, foram apreendidas uma pistola calibre 9 milímetros, duas calibre 380 e um revólver calibre 38, além de uma pequena porção de maconha, que estava com o adolescente.

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