Campinas, SP, 01 (AE) - Ladrões invadiram o prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Campinas (SP), ontem (31), e levaram 323 quilos de cocaína apreendidos pela polícia em Indaiatuba na segunda-feira passada. A droga estava no IML para ser analisada e, posteriormente, incinerada. A apreensão, considerada a maior do Estado nos últimos dois anos, estava guardada numa sala sem nenhum esquema de segurançca.
O prédio do IML fica ao lado da Delegacia Regional, Delegacia Seccional e Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil. Os ladrões levaram 291 pacotes de cocaína sem serem notados por ninguém.
Segundo o diretor do IML, Antônio Francisco Bastos, o roubo aconteceu entre às 17 e 18 horas de domingo. As portas do saguão de entrada e da sala onde a droga estava guardada, no primeiro andar, foram arrombadas. "A falta de segurança no prédio está definitivamente comprovada", disse Bastos. De acordo com o diretor do IML, na sexta-feira ele comunicou a Delegacia Regional da Polícia Civil que a cocaína estava guardada num local sem nenhum esquema de segurança.
Hoje, o delegado regional, João Pinto, disse que não tomou nenhuma providência porque o IML está diretamente subordinado ao Instituto de Criminalística e a Secrertaria de Segurança Pública. "Não temos nenhuma ingerência sobre o IML", afirmou o delegado regional. O diretor do IML registrou um boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial.
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no local, que foi isolado para as investigações. A polícia ainda não tem pistas dos ladrões. Alerta - Na semana passada, o delegado do Setor de Entorpecentes, Ricardo de Lima, responsável pela apreensão, chegou a alertar para a possibilidade de outras quadrilhas tentarem roubar a cocaína. Ele havia pedido à Justiça rapidez na incineração da droga.
Os 323 quilos de cocaína foram apreendidos por acaso durante uma perseguição a assaltantes de banco. Os policiais suspeitaram de uma chácara na estrada que liga Indaiatuba a Itupeva e resolveram revistar o local. Em vez dos assaltantes de banco, porém, encontraram cinco traficantes e a droga escondida em fundos falsos de quatro carros.
Foram presos em flagrante quatro brasileiros e um peruano. Eles disseram que a cocaína chegou ao Brasil de avião. O carregamento, segundo eles, estava acondicionado dentro de latões de leite, que foram jogados pelo avião num matagal. A droga seria vendida a traficantes de São Paulo e Rio de Janeiro. Os homens presos foram enviados a cinco penitenciárias do Estado para evitar uma ação de resgate.

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