Ladrões de carros impostados continuam atuando em SP
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 28 (AE) - Ladrões de carros importados continuam agindo na região dos Jardins, zona sul de São Paulo, no Itaim-Bibi, na Vila Madalena e em Pinheiros, na zona oeste, e em cidades do interior, como Campinas e Ribeirão Preto. Este ano
foram levados pelos bandidos, em todo o Estado, mais de 200 desses carros.
Os mais visados são Mercedes-Benz, BMW, Porsche, Cherokee e Pajero. Os ataques têm ocorrido nos cruzamentos e nas proximidades das lojas e restaurantes.
Empresas especializadas em blindagem de carro estão sendo cada vez mais procuradas. A maioria dos pedidos é para para blindar os vidros e, com isso, evitar os chamados ladrões de esquina ou de congestionamento.
Nos últimos meses, a Polícia Civil identificou duas quadrilhas responsáveis pela maior parte dos roubos de automóveis importados na capital. Um total de cinco ladrões está preso e três carros foram recuperados.
O delegado Manoel Camassa, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, explicou que a fiscalização aos importados tem permitido reduzir os roubos nos fins de semana. "Conseguimos recuperar um BMW roubado, em poder de um corretor de imóveis, com documentos falsificados."
No fim da tarde de ontem (27), os investigadores da 4ª Delegacia de Fraude Contra o Seguro prenderam MárcioPereira da Silva, de 18 anos, apontado como um dos principais ladrões de carros importados da cidade.
Silva também é acusado de, em junho, ter assassinado a tiros de metralhadora o receptador Marcelo Galegari. Os investigadores disseram que Galegari era o principal comprador de veículos roubados pelo grupo de Silva. Pagava entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por um importado com baixa quilometragem.
Galegari foi morto por não ter pago ao ladrão R$ 1.500 00 cobrados pela entrega de um Mercedes-Benz, avaliado em R$ 135 mil. Silva assalta desde os 14 anos. É viciado em drogas e foi reconhecido por três vítimas.
Segundo a polícia, entre os assaltados por ele estão um juiz de Direito, empresários, comerciantes, cantores de pagode e jogadores de futebol. Todos ficaram sem os carros, cartões de crédito, relógios e documentos.


