São Paulo, 21 (AE) - O assaltante de bancos Marcos Cesar Bastos, de 33 anos, o Marquinhos Pirata, condenado a 70 anos de prisão e fugitivo da Penitenciária de Tremembé, foi preso na manhã de hoje em Praia Grande, no litoral paulista. Ao receber voz de prisão dada pelo delegado Edson Santi, do Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri), o ladrão chamou seus dois cães da raça rottweiler. Mas, ao ver outros policiais, fez com que recuassem.
Além de responder a processo por assaltos a bancos, Marquinhos Pirata foi condenado pelo assassinato de um agente penitenciário, durante roubo a uma agência do Unibanco na Rua Rio Bonito, Pari. O assaltante vinha sendo procurado desde janeiro, quando os policiais chefiados por Santi souberam que ele estaria em Praia Grande. Nos últimos 15 dias, os investigadores percorreram diversos bairros do litoral e descobriram que Marquinhos Pirata morava com a mulher, na casa de número 114 da Rua Fernandes Pacheco, no bairro Tuddy Bastos.
Às 6 horas, o delegado Santi e três investigadores pararam dois carros nas proximidades da casa. A mulher do ladrão saiu para o trabalho às 7 horas. Pouco antes das 8 horas, Marquinhos Pirata apareceu no portão. Foi reclamar dos homens que mexiam nos fios da rede elétrica, pois precisava tomar banho e não havia energia na casa. Ao ver o delegado e ser comunicado que estava preso, o ladrão ficou surpreso.
Os cães comprados por ele para a segurança da casa, "pelos seguidos assaltos na rua", foram chamados e aproximaram-se. O assaltante impediu que eles atacassem o delegado ao perceber que havia outros policiais no local e não teria chance de fuga. Acabou trancando os rottweilers na garagem. Resgate - O ladrão contou que estava em liberdade desde 23 de outubro do ano passado. Ele e outros quatro presidiários foram resgatados da Penitenciária de Tremembé. A fuga custou R$ 10 mil
pagos por um traficante do Jardim Elba, na zona sul. "Desde a sua fuga, ele praticou muitos roubos", informou Santi.Marquinhos Pirata foi preso em 4 de julho de 1996. Condenado a 70 anos, passou por diversos presídios da capital e do interior.
Em Tremembé ofereceram o esquema de fuga. Ele pagou e foi resgatado. Na casa do ladrão, dentro do forno do fogão, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros e munição. Num armário havia dois rádios de comunicação na frequência da Polícia Civil, um colete à prova de balas e uma carteira de investigador da Polícia Civil. Os vizinhos pensavam que ele era um policial, pois viram carros nas cores preto e branco, iguais aos da polícia, estacionados próximo da casa.
Ao ver Marquinhos Pirata sair algemado uma vizinha interpelou o delegado Santi. Perguntou porque prendiam um policial: "Policial, nada, minha senhora, é ladrão de bancos e também assassino".

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