Lado argentino também será modernizado
O lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu deve ganhar em dois meses um trem ecológico, que vai percorrer três quilômetros em uma miniferrovia próximo às Cataratas. O trem será a principal novidade do plano de revitalização do parque, que vai custar US$ 12 milhões. Nas mãos da iniciativa privada desde maio, com os altos investimentos previstos, a concessionária que administra o parque pretende ultrapassar em número de visitantes o lado brasileiro das Cataratas.
As obras já estão na fase final e a previsão é que na primeira quinzena de novembro o parque seja reinaugurado. Estão sendo construídos novos acessos para o pavimento do Centro de Atenção ao Visitante e Hotel Internacional, edifício para cobrança de ingresso, estacionamento para 500 veículos e 80 ônibus, Centro de Interpretação, anfiteatro, portal, restaurantes, lanchonetes, loja de artesanato, central telefônica, estação de trem, observatório de aves e Caminho do Macuco.
No centro de interpretação, por exemplo, o turista vai conhecer a história das Cataratas e porque se tornou Patrimônio Natural da Humanidade, entre outras curiosidades. Após conhecer o centro, os visitantes terão a opção de percorrer dois trajetos diferentes. O caminho verde, que levará até à estação de trem, ou o caminho para a zona serviço, que dará acesso aos restaurantes, lojas e central telefônica.
A idéia de construir o estacionamento na entrada do parque surgiu para evitar altos índices de poluição e mortes de animais. Com o mesmo objetivo, o gás natural foi escolhido como o combustível que moverá um sistema com quatro trens turísticos com capacidade para 120 pessoas cada. Além disso, os trens não produzirão ruídos. Desta forma, o turista poderá sentir o cheiro e o som do ambiente silvestre, ressalta o diretor do parque, Daniel De La Torre.
De acordo com o diretor, as antigas passarelas sobre o Rio Iguaçu serão retiradas para dar lugar às novas construções, planejadas para evitar a invasão da água. A estrutura das passarelas será elevada e as proteções serão móveis. Terão 1,80 metro de largura e um metro de comprimento e, assim como as trilhas, serão equipadas para facilitar a locomoção de deficientes físicos.
A concessionária tem o direito de explorar os serviços por 12 anos. Uma comissão formada por autoridades e representantes da sociedade civil fiscalizará a qualidade dos serviços. Caso julgue os serviços ineficientes, poderá exigir o cancelamento da cobrança da taxa de acesso ao parque, que deverá custar US$ 9,00. Atualmente é cobrado US$ 5,00. O parque, de 67.700 hectares, recebe anualmente cerca de 600 mil turistas.Ney de SouzaObras do novo acesso do parque nacional; reinauguração está prevista para novembroIniciativa privadaEdna Mendes





