Lacen divulga hoje primeiros resultados
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Exames preliminares feitos pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) mostram que cerca de 40% das amostras analisadas resultarão em confirmações de contaminação pelo vírus Influenza A (H1N1). Quatrocentas e cinquenta amostras estão em processamento e outras 800 aguardam análise no Estado. A expectativa é que os primeiros resultados produzidos pelo laboratório saiam hoje, o que pode significar um grande número de confirmações da doença e mesmo de mortes.
Desde o último dia 16, o Paraná deixou de enviar as amostras para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, exceto nos casos de pacientes em estado grave ou óbito. Mas cerca de 300 amostras, anteriores a data ou que se enquadram nos critérios, permanecem na fundação aguardando resultado. O Lacen paranaense é o quarto laboratório brasileiro, e primeiro estadual, a receber autorização para realizar os exames que detectam a nova gripe. Foram investidos R$ 360 mil na compra de insumos para os testes que serão suficientes para aproximadamente 4 mil análises. Cada exame custa R$ 80, pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o diretor-geral do órgão, Marcelo Pilonetto, a equipe, 20 funcionários, se dividiu em três turnos para examinar as cerca de 150 amostras por dia, metade do que chega. Diariamente, entre 10 e 15 amostras representam pacientes prioritários. O Lacen não realiza os exames e todas as amostras são encaminhadas, necessariamente, pelas unidades de saúde ou hospitais de referência no Estado. Na primeira leva analisada estão os pacientes em estado grave, as mortes sob suspeita e por ordem de recebimento.
De início, apenas amostras coletadas no Paraná serão examinadas, mas, em 15 dias, essa e outras questões serão rediscutidas. Pilonetto não descarta a possibilidade de o Estado adquirir mais um equipamento termociclador para fazer as análises. Atualmente o Lacen tem duas máquinas e o preço dela é entre R$ 100 mil e R$ 120 mil. Duas funcionárias fizeram treinamento na Fiocruz para entender na prática como fazer a identificação do vírus.


