Uuários de 27 planos de saúde deixaram de ser atendidos pelos laboratórios de análises e patologia clínica de Londrina, que reivindicam um reajuste de 23% no valor pago pelos exames e implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. O movimento para atingir as empresas acaba prejudicando usuários que precisam pagar pelos exames para depois buscar o reembolso junto aos planos de saúde.
Considerando usuários de outros 15 planos de saúde, que estão com o atendimento suspenso desde agosto do ano passado, um total de 50 mil pessoas em Londrina e região acabam sendo prejudicadas. ''Quem precisa de exames consegue o serviço normalmente pagando pelo valor como se fosse um trabalho particular'', diz o presidente da Associação de Análises e Patologia Clínica, Anatomia e Citologia do Paraná (Alapar), Ricardo Moita da Silva. Ele destaca que os insumos para a realização dos exames subiram 300% desde 1995. E, nesse mesmo período, diz ele, os valores repassados aos laboratórios não têm reajuste.
O presidente do Sindicato dos Laboratórios do Paraná, Carlos Ayres, informa que os exames para clientes de convênios correspondem a cerca de 95% do movimento nos laboratórios. O Paraná, segundo ele, tem 110 laboratórios, sendo sete em Londrina. A cidade possui outros laboratórios, que não são ligados à Alapar, e que continuam atendendo normalmente. A orientação do sindicalista é para que os usuários paguem pelos exames, solicitem o recibo, e busquem o ressarcimento do valor junto aos planos de saúde.
O coordenador do Procon, Gerson da Silva, disse ontem que não recebeu reclamação contra a cobrança. Silva alerta que dificilmente a pessoa conseguirá ser reembolsada pelo plano de saúde. E orienta para que reclamem das cobranças para que o Procon possa abrir processo administrativo.

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